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terça-feira, março 10, 2015

domingo, novembro 04, 2012

A ligação entre as doenças e a parte emocional

Certa vez atendi uma senhora e trabalhamos uma série de questões emocionais.
Depois de algumas sessões, ela me relatou que estava surpresa com sua pressão arterial que vinha se mantendo normal, coisa que não ocorria antes.
Em nenhum momento durante a terapia foi mencionado nada sobre sua pressão.
Eu nem sabia que ela carregava esse problema, até o momento em que ela relatou ter percebido uma normalização.
Em outra ocasião, uma menina que tinha 16 anos na época, me procurou para tratar algumas questões emocionais.
Ela tinha um problema de pele visível.
Durante as sessões, que foram apenas duas, trabalhamos e dissolvemos bastante conteúdo emocional que ela guardava com relação a seu pai.
Dias depois, ela relatou que o problema de pele havia melhorado sensivelmente.
Continuou se auto aplicando EFT sozinha e o problema de pele desapareceu.
O nome da doença que ela tinha era psoríase.
Um mal considerado incurável pela medicina alopática tradicional.
Creio que ela mencionou o nome da doença quando me procurou, mas eu nem sabia o que era psoríase.
Trabalhamos somente as questões emocionais, e "coincidentemente", o problema de pele desapareceu.
Outra vez atendi uma cliente que tinha uma depressão leve e dizia que era um problema orgânico.
Seu irmão que é médico, havia dito que seu cérebro não produzia as substâncias que deveria produzir, e ela teria que tomar anti depressivos pelo resto da vida.
Não havia solução definitiva para o seu caso.

Quando alguém me procura, eu não me preocupo com os nomes das doenças e diagnósticos que a pessoa recebeu.
Essa parte fica a cargo dos médicos.
Eu apenas faço o trabalho emocional conforme vai surgindo durante os atendimentos, que é o que me cabe como terapeuta.
Após algumas sessões de EFT onde tratamos medos, culpas do passado, e outros sentimentos, a depressão, "coincidentemente", desapareceu.
Foi até curioso, pois ela estava bastante convencida de que não tinha jeito.
Seu cérebro, que teoricamente era incapaz de produzir a química adequada saudável, voltou a funcionar normalmente sem precisar dos remédios.
É claro que quando há qualquer doença, como a depressão por exemplo, vamos observar desequilíbrios químico e orgânicos no corpo do doente.
O erro de avaliação que ocorre, é achar que esses desequilíbrios são a causa fundamental da doença.
Eles fazem parte do quadro orgânico da doença, mas não são a causa.
Alguma coisa levou a esses desequilíbrios, que por sua vez se acumularam e levaram a uma condição física ainda mais desequilibrada, que chamamos de doença.
No caso da cliente com depressão, seu irmão que era médico, dizia que a causa era um problema orgânico no cérebro que não produzia uma química saudável.
Certamente, se fosse feito um exame em seu cérebro na época, constataríamos um desequilíbrio químico.
Mas, na verdade, é preciso fazer uma pergunta que vai mais fundo.
O que levou o cérebro dela a deixar de produzir uma química normal ?
Ao obtermos essa resposta estaremos nos aproximando da verdadeira causa da doença.
Cada emoção negativa que sentimos produz a sua química.
Ao sentir raiva, por exemplo, o corpo produz a química da raiva, que vai pela corrente sanguínea provocando reações no nosso corpo.
Durante um episódio de raiva, é só prestar atenção que conseguiremos perceber claramente a manifestação física das emoções, que podem ser as mais diversas: mudança do ritmo cardíaco, frio ou calor em partes do corpo, formigamento, suor, mudança na respiração e etc.
Além disso, as emoções provocam tensões nos músculo e nos órgãos e alteram seu funcionamento.

Ou seja, a emoção mexe diretamente com a nossa fisiologia.
Ao longo da vida seguimos acumulando os mais diversos sentimentos negativos de raiva, medo, mágoa, tristeza e outros.
E quanto mais conteúdo guardamos, maior o efeito sobre a nossa fisiologia.
Chega a um ponto tal de desequilíbrio que os órgãos passam a funcionar de uma forma ineficaz, hormônios passam a ser produzidos em excesso (ou em quantidade menor do que deveria), a pressão sobe (ou baixa), as células podem começar a se reproduzir de forma desordenada e etc.
Surge uma série de sintomas e efeitos físicos mais intensos, aos quais a medicina classificará e dará nomes de doenças.

Vírus e bactérias entram no nosso organismo e provocam doenças. Mas por que o nosso corpo deixou entrar?
Com tanto acúmulo emocional alterando a fisiologia, o organismo se enfraquece e nossas defesas permitem a entrada e a atuação de invasores.
Quando a EFT foi concebida, ela era vista como uma técnica extremamente eficaz para tratar questões emocionais.
O que Gary Craig, criador do método, foi percebendo ao longo do tempo, é que seu clientes ao se libertarem das suas emoções negativas começavam também a relatar melhoras nas doenças, das mais simples as mais graves: alergias, doenças de pele, enxaqueca, câncer, diabetes, hipertensão e etc...

Ao observar essas melhoras, que aconteciam com grande frequência, ele começou entender que a ligação entre as emoções e as doenças era muito mais profunda do que aquilo que se pensava até o momento.
Já existem muitas doenças que são oficialmente consideradas como psicossomáticas, ou seja, tem uma forte contribuição de fatores emocionais.
Essa lista aumenta cada vez mais.
Acredito que chegará uma época, em que praticamente 100% das doenças serão vistas como psico somáticas, pois todas estão associadas a fatores emocionais, e não apenas algumas.
Não é só a emoção sentida e vivida no momento, ou o estresse que estamos passando que afeta o nosso corpo.
Todos os sentimentos negativos acumulados, mesmo aqueles inconscientes que foram gerados desde que estávamos dentro do útero materno até as emoções que guardamos de fatos que ocorreram ontem, estão de um forma latente exercendo uma pressão sobre a nossa fisiologia o tempo todo.
Cada emoção guardada só deixa de afetar o corpo no dia em que é liberada cem por cento.

Existem fatos que vivemos, que ao serem lembrados, trazem sentimentos desagradáveis.
Esses sentimentos fazem parte da grande massa de emoções negativas inconscientes que carregamos.

Alguns fatos trazem carga intensa, outros trazem uma leve carga. Todos eles se somam e afetam o nosso corpo.
Com a EFT conseguimos liberar de uma forma bem profunda essas emoções ligadas as memórias.
Essa liberação vai provocando um bem estar físico cada vez maior.

Existem livros que falam sobre a relação entre as emoções e as doenças (quais sentimentos estão por trás de determinada doenças).
Eles podem dar boas pistas para quem se interessar no assunto:
Louise Hay - Você pode Curar sua Vida.
Gasparetto - Metafísica da Saúde.
Cristina Cairo - Linguagem do Corpo.
Thonwald Dethlefsen , Rüdiger Dahlke - A doença como caminho.


Abraços,
Andre Lima – www.eftbr.com.br


Nota: Você entenderá melhor esse texto se já tiver lido o manual da EFT.
Para receber o manual criado por mim acesse
(Sem custos. Assim você poderá aprender o básico e começar a se beneficiar da técnica.):
http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp

http://saintgermanchamavioleta.blogspot.com.es/2012/10/a-ligacao-entre-as-doencas-e-parte.html

sexta-feira, novembro 02, 2012

Culpa e auto punição

Dentre uma infinidade de sentimentos, a EFT pode também ser utilizada para eliminação de sentimentos de culpa e auto punição. 

Ou seja, é possível para qualquer pessoa, lembrar de algo do passado que tenha feito ou deixado de fazer e que lhe traga um sentimento de culpa, aplicar a técnica em si mesma e sentir um alivio completo do peso desses sentimentos.
Observando o potencial da técnica de trazer esse bem estar, um aluno me perguntou em curso de EFT mais ou menos o seguinte.

“Seu faço alguma coisa que seja imperdoável, como por exemplo, dar uma tapa na cara da minha mãe, como seria possível eu me liberar do sentimento de culpa se fiz algo tão errado, ainda mais trabalhando somente comigo mesmo?

Não seria necessário que a outra pessoa me desculpasse ou me perdoasse para que eu pudesse me livrar da culpa?”

 A pergunta traz reflexões importantes, vamos detalhar cada uma delas.

 Quando fazemos algo que julgamos como sendo errado, um sentimento se abate sobre nós chamado de “culpa”.

Pelo menos é assim para boa parte das pessoas.
A culpa é o peso na consciência. 

É um sentimento que nos provoca sofrimento e portanto já é parte da auto punição que nós nos impomos por termos agido errado.

É também como se fosse um mecanismo que serve para que nós não venhamos a repetir o erro cometido.
A lógica inconsciente por trás desse mecanismo nos diz que se nós não nos sentirmos culpados nos tornaremos irresponsáveis e com grande possibilidade de agir novamente de uma forma que não seja correta.

Por isso muitas vezes passamos anos carregando um sentimento de culpa.
Coisas que aconteceram há 10 anos atrás e ainda sentimos o peso na consciência. Inconscientemente estamos nos punindo com a dor imposta pelo sentimento.

É também como se pensássemos que não seria justo nos sentirmos em paz depois de ter feito algo condenável.
“Como poderia eu ficar em paz comigo depois de ter batido na minha própria mãe? Como poderia ficar em paz se lembro que cometi essa ou aquela injustiça?”
Assim nos tornamos nosso próprio carrasco.
E esse carrasco interior as vezes atua pelo resto da vida sem dar trégua.
Conforme já mencionei, existe ainda a sensação de que a culpa serve para prevenir novos erros e que sua liberação seria perigosa nos tornando pessoas inconseqüentes.
“Se eu me liberar dessa culpa por ter batido na minha mãe vou acabar repetindo esse ato inaceitável, por isso é melhor carregar esse sentimento”.

Há ainda a sensação de que, se eu não me sinto mais culpado, é como se não reconhecesse o erro cometido no passado, ou ainda pior, como se eu aprovasse ou concordasse com o que fiz de errado.

 Muitos buscam o perdão e a compreensão da pessoa que foi prejudicada.
Mas o outro lado pode não estar disposto a perdoar; ou talvez não tenhamos mais contato com a outra pessoa, ou quem sabe ela pode até já ter morrido.

Conseguir o perdão ou compreensão da outra pessoa serviria para que o indivíduo conseguisse a permissão para perdoar a si mesmo.
Ou seja, em outras palavras, é como se você dissesse ao outro “me perdoa para que eu me permita me perdoar”.
E quando não há essa possibilidade a pessoa segue pelo resto da vida sem chance de se libertar do sofrimento.
Há ainda casos que o outro lado perdoa, e nem assim a pessoa consegue se liberar da culpa e continua se punindo.

Todos esses mecanismos em conjunto levam a perpetuação do sentimento de culpa.
Quando nos sentimos culpados acabaremos causando a nós mesmos e a outras pessoas, mais sofrimento, de forma inconsciente. Isso acontece por que, como forma de auto punição, iremos sabotar a nossa vida nas mais diversas áreas: financeira, familiar, relacionamentos e etc...

E quando isso ocorre, pessoas ligadas a nós também acabam sofrendo. Isso é muito claro.
Se você vem sabotando sua vida financeira ou conjugal por não se permitir ser feliz nessas áreas devido a culpas conscientes e inconsciente do seu passado, obviamente que sua família, amigos, também sofrerão.

O que parece então a maneira mais “adequada” ou “correta” de se sentir acaba sendo apenas mais um mecanismo de perpetuação do sofrimento que vem sendo passado de geração em geração há milhares de anos.

Seria possível então se liberar da culpa e mesmo assim não cometer novamente os erros do passado? É claro que sim.
O que faz com a gente cometa erro e os repita não é a ausência da culpa, e sim outros sentimentos negativos que guardamos ligados a insegurança e auto estima baixa.
É saudável que venhamos a reconhecer de forma sincera nossos erros.

Mas podemos fazer isso e ao mesmo tempo liberar o sentimento de culpa.
Não precisamos desse sofrimento para nos tornar melhores.
Pelo contrário, quanto mais culpas guardamos, maiores as chances de fazermos bobagens e afetarmos negativamente a vida das pessoas ao nosso redor.

Por tudo isso, procure observar em você se vem guardando culpa como uma forma se auto punir, ou de prevenir que cometa novos erros.
Veja também se você está aguardando o perdão de outra pessoa (que pode ser que nunca o perdoe) para que você possa então se dar permissão de se perdoar.
Verifique ainda se, inconsciente, você sente que a liberação da culpa o tornaria um inconseqüente que aprova e não reconhece os erros do passado.

Conforme podemos perceber, esses mecanismos são extremamente sabotadores.
É importante esclarecê-los para que sejam identificados, ficando assim mais fácil de não cair nessa armadilha.

Liste os eventos da sua vida que trazem sentimento de culpa, faça bastante EFT para limpar todos eles.

Não espere a liberação ou perdão de outra pessoa para se permitir ficar em paz.

Se o outro vier a perdoar você, ótimo.
Mas também se isso não ocorrer, liberte-se da culpa para que você se possa se tornar um ser humano melhor, par o bem de todos.


 Abraços,
André Lima
www.eftbr.com.br


Nota: Você entenderá melhor esse texto se já tiver lido o manual da EFT.
Para receber o manual criado por mim acesse
(Sem custos. Assim você poderá aprender o básico e começar a se beneficiar da técnica.):
http://www.eftbr.com.br/manual-gratuito.asp

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terça-feira, maio 24, 2011