domingo, março 29, 2015

Raiva e tristeza são as duas faces da mesma energia, reprimida



Normalmente, a raiva não é ruim. Normalmente, ela faz parte da vida natural; ela surge e vai embora. Mas, se você a reprime, então ela se torna um problema. Você começa a acumulá-la. Ela deixa simplesmente de surgir e ir embora; torna-se o seu próprio ser. Não é que às vezes você fique com raiva; você vive com raiva, vive em fúria, só à espera de alguém que o provoque. Basta uma leve provocação e você se inflama e faz coisas das quais mais tarde diz, “Eu estava fora de mim”.

Analise essa expressão — “fora de mim”. Como você pode fazer algo enquanto está fora de si mesmo? Mas a expressão está absolutamente correta. A raiva reprimida se torna uma loucura temporária. Às vezes ela fica incontrolável. Se você pudesse controlá-la, faria isso, mas ela de repente transbordou. De repente ela extravasou, você não conseguiu fazer nada, ficou impotente — e ela aflorou. Uma pessoa assim pode não estar com raiva, mas ela vive e se movimenta com raiva.

Se você um dia já observou as pessoas... pare na calçada e só observe; você verá dois tipos de pessoa. Continue observando o rosto delas. Toda a humanidade se divide em dois tipos de pessoa. Um é o tipo triste, que tem uma aparência muito triste, anda se arrastando por aí. O outro é o tipo zangado, vive borbulhando de raiva, pronto para explodir por causa de qualquer coisa.

A raiva é a tristeza ativa; a tristeza é a raiva inativa. Elas não são duas coisas diferentes.

Observe o seu próprio comportamento. Quando você fica triste? Você fica triste só em situações em que não pode ficar com raiva. O seu chefe no escritório diz alguma coisa e você não pode ficar com raiva, pode perder o emprego. Você não pode demonstrar raiva, tem de continuar sorrindo. Então você fica triste. A energia se torna inativa.

O marido sai do trabalho, vai para casa e, quando está com a esposa, encontra uma pequena desculpa, algo sem importância, e fica com raiva. As pessoas gostam de ter raiva, ela traz alívio, pois pelo menos elas sentem que estão fazendo alguma coisa. Na tristeza, você sente que estão fazendo alguma coisa a você. Você é a parte passiva, a parte receptiva. Fizeram-lhe algo e você estava indefeso, não pode retrucar, não pode revidar, não pode reagir. Se tem raiva, você se sente um pouco melhor. Depois de um grande acesso de raiva, você se sente mais relaxado e isso traz bem-estar. Você está vivo! Você também pode fazer coisas! Claro que você não pode fazer essas coisas ao chefe, mas pode fazer com a sua esposa.

Então a esposa espera os filhos chegarem em casa — porque não é muito sensato descarregar a raiva no marido, ele pode se divorciar dela. Ele é o chefe e a mulher depende dele e é arriscado se zangar com ele. Ela esperará pelos filhos. Eles chegarão da escola e ela então saltará sobre eles e os castigará — para o próprio bem deles. E o que os filhos farão? Eles irão para o quarto e atirarão longe os livros, chorarão ou castigarão as bonecas, o; cachorros, ou torturarão os gatos. Eles têm de fazer alguma coisa. Todo mundo tem de fazer alguma coisa, do contrário fica triste.

As pessoas que você vê na rua com uma aparência triste, que vivem tão tristes que o rosto delas parece uma máscara de tristeza, são pessoas tão impotentes, que estão num degrau tão baixo da escada, que não encontram ninguém com quem possam ficar com raiva.

Essas são as pessoas tristes, nos degraus mais altos você encontrará as pessoas com raiva. Quanto mais alto você chega, mais raivosas são as pessoas que encontra. Quanto mais baixo, mais tristes elas são.

Na Índia, você verá que os intocáveis, a casta mais baixa, têm uma aparência triste. Então olhe os brâmanes; eles são cheios de raiva. Um brâmane está sempre com raiva; qualquer coisinha o tira do sério. Um intocável é simplesmente triste, porque não há ninguém abaixo dele em quem possa descarregar a raiva.
Raiva e tristeza são as duas faces da mesma energia, reprimida.

A raiva comum não tem nada de errado. Na verdade, as pessoas que conseguem ficar com raiva e esquecer tudo no minuto seguinte são pessoas realmente muito boas. Você sempre as achará amistosas, vibrantes, amorosas, compassivas.

Mas aquelas que estão sempre reprimindo as emoções, controlando tudo, não são pessoas boas. Elas estão sempre tentando mostrar que são mais virtuosas que você, mas você pode ver raiva nos olhos delas. Você pode ver raiva no rosto delas, em cada gesto que fazem — no jeito como andam, como falam, como se relacionam com os outros, você pode vê-la sempre ali, borbulhando. Elas estão sempre prontas para explodir. Esses são os assassinos, os criminosos, são os verdadeiros malfeitores.

A raiva é humana, não há nada de errado com ela. É simplesmente uma situação em que você é provocado e, por estar vivo, você reage. Ela significa que você não cederá, que essa não é uma situação que você possa aceitar; que essa é uma situação em que você quer dizer não. Ela é um protesto e não há nada de errado com ela.

Veja uma criança quando ela está com raiva de você. Olhe o rosto dela! Ela está com tanta raiva, tão vermelha, que gostaria de matar você. Ela diz, “Nunca mais vou falar com você. Acabou!” e no minuto seguinte ela está sentada no seu colo, conversando de um jeito encantador. Ela já esqueceu tudo. Qualquer coisa que tenha dito no momento de fúria, não sente mais. Não se tornou uma bagagem na mente dela.

Sim, no ardor do momento, ela estava com raiva e disse algumas coisas, mas agora a raiva passou e tudo o que ela disse não vale mais. Ela não ficará comprometida com isso para sempre, foi um ataque momentâneo, uma ondinha na superfície da água. Mas elanão ficou congelada naquele ataque, ela é um fenômeno fluido.

A ondulação surgiu, uma onda se avolumou, mas agora não existe mais. Ela não vai carregá-la para sempre. Mesmo que você a lembre, ela rirá e dirá, “Bobagem minha!” Dirá, “Não me lembro. Eu disse isso?” Dirá, “Eu disse mesmo isso? Impossível!” Foi só um acesso de raiva.

Isso tem de ficar bem claro. A pessoa que vive de instante em instante às vezes fica com raiva, às vezes fica feliz, às vezes fica triste. Mas você pode ter certeza de que ela não carregará com ela essas emoções para sempre.

A pessoa que é muito controlada e não deixa que nenhuma emoção aflore em seu ser é perigosa. Se você a insulta, ela não fica zangada; ela se contém. Pouco a pouco ela vai acumulando tanta raiva que acaba fazendo algo realmente maldoso.

Não há nada de errado com um acesso momentâneo de raiva — num certo sentido, ele é belo. Simplesmente mostra que você ainda está vivo. O acesso momentâneo simplesmente mostra que você não está morto, que você responde às situações e de maneira autêntica. Quando você sente que a situação exige que você fique com raiva, ela irrompe. Quando sente que a situação requer felicidade, a felicidade também irrompe. Você dança conforme a música, não tem preconceitos nem contra nem a favor. Você não tem nenhuma ideologia.

Eu não sou contra a raiva, eu sou contra raiva acumulada. Eu não sou contra o se xo, sou contra se xualidade acumulada.

Qualquer coisa surgida no momento é boa, qualquer coisa trazida do passado é ruim, é uma doença.
Osho, em "Saúde Emocional: Transforme o Medo, a Raiva e o Ciúme em Energia Criativa"
Imagem por cdsessums

terça-feira, março 24, 2015

Le Feng Shui et l’abondance

En Feng Shui, le secteur de la richesse dans votre maison est directement relié à la prospérité et à l’abondance dans votre vie. Tout comme le sont vos finances et l’argent dont vous disposez. Si vous ne possédez pas encore un «coin-abondance», peut-être serait-il temps d’en créer un.
Où situer votre « coin-abondance » ?
Selon l’école de Feng Shui, le secteur de la richesse peut être situé soit :
- Dans la partie sud-est de votre maison.
- Ou dans la partie arrière-gauche de l’entrée principale de votre maison.
Pour faire place au nouveau, libérer l’ancien.
Un maître Zen bien connu a dit un jour: «Vous ne pouvez pas ajouter du thé frais dans une tasse qui est déjà pleine. Vous devez la vider avant». Examinez votre maison et libérez-vous de tout ce qui ne vous est plus utile. Faites de la place pour le nouveau, favorisant ainsi l’arrivée de l’énergie positive et de la prospérité.
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À l’oeuvre maintenant!
- Le «coin-abondance» devrait être bien éclairé et libre de tout désordre.
- Égayer la pièce avec une plante en santé. Les chinois préfèrent le «crassula» qui, avec ses feuilles épaisses et arrondies, symbolise les pièces de monnaie (l’argent).
- Les poissons sont également des symboles universels de prospérité. Un petit aquarium viendra stimuler l’énergie financière. Une fontaine aura le même effet.
- Les cristaux aux facettes arrondies sont également d’excellents stimulants pour l’énergie positive.
Encore plus d’abondance
Plusieurs symboles chinois traditionnels peuvent aussi être utilisés dans votre « coin-abondance »: trois pièces de monnaie chinoises reliées par un ruban rouge, un bouddha rieur, une tortue Lo Shu …. Il est très important que cet espace vous plaise. Utilisez donc uniquement les techniques et les symboles qui vous font du sens.
Pour une maison prospère
Bien qu’il soit important de vous concentrer sur le secteur de la prospérité de votre maison, vous ne devez pas négliger les autres pièces, ni l’énergie ambiante du reste de la maison.
- Des fuites d’eau ou des problèmes de plomberie nuisent à votre potentiel financier; ils symbolisent l’argent qui fuit. Alors faites-les réparer !
- La nourriture et l’argent ont toujours été intimement reliés comee étant des symboles d’abondance. La condition et la qualité de votre cuisinière influence la vitalité de votre maison. Vous devez donc vous assurer que votre cuisinière est propre et fonctionnelle.
- Gardez l’entrée de votre maison visible, libre de tout désordre et très accueillante.
- Assurez-vous que votre numéro de porte et votre boîte aux lettres soient visibles. Ceci représente l’identité de votre maison et encourage une meilleure sécurité financière.
- Mettre un bol avec des fruits ( frais ou artificiels) au milieu de votre table à dîner a une influence positive sur votre situation financière. Évitez un dessus de table transparent qui aurait pour effet de diminuer la stabilité de l’énergie de vos finances.
Au coeur de ce processus par lequel on rehausse l’énergie de votre maison avec un bon éclairage, des jeux d’eau, des plantes et des symboles variés, réside un simple fait: tous les éléments de votre environnement on un impact sur votre subconscient aussi bien que sur votre bien-être physique.
Un décor agréable, des sons harmonieux et des symboles choisis sauront augmenter votre aptitude à trouver la liberté dont vous avez besoin pour atteindre vos buts.
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http://chemindevie.net/le-feng-shui-et-labondance/

quinta-feira, março 19, 2015

Alcançar objetivos: comece todos os dias como um vencedor


No caminho para o sucesso, assim como para a manutenção dos resultados desejados, a quantidade de energia, confiança e dedicação que injetamos nas nossas ações são a pedra basilar. Os vencedores têm o hábito de fabricar as suas próprias expectativas positivas em antecedência aos acontecimentos. Existem algumas características comuns às pessoas de sucesso, como por exemplo, níveis elevados de energia, grande mobilização de recursos, grande capacidade de mostrar que estão no topo das coisas e nada pode detê-los em busca do seu objetivo. Alguma vez você já presenciou pessoas que são exímias em alcançar os objetivos a que se propõem? Certamente pode verificar que são pessoas com enorme confiança e uma firme convicção de que não importa o que encontram pelo caminho, pois estão focados e determinadas a terem sucesso.
Quando adotamos a mentalidade de um vencedor tendemos a ser mais criativos, aumentando a chance de nos tornarmos bem sucedidos. A explicação lógica é que com uma autoconfiança elevada, isso permitirá que todas as suas ações e recursos fiquem alinhados, construindo uma forte convicção de que você terá sucesso. Eu pretendo ajudá-lo a construir essa forte convicção.
Quero transmitir-lhe ideias e conceitos que o coloquem num estado de espírito elevado, que aumentem as suas chances de ter uma vida incrível e alcançar o seu pleno potencial. Para começar todos os dias como um vencedor, pondere aplicar algumas das dicas que apresento:

1. Defina um objetivo específico e poderoso que dependa de você mesmo

Um objetivo não passa disso mesmo, é apenas um objetivo. Mas uma meta poderosa é um objetivo que nos aumenta o impulso para a ação e excitação de vida. Ela torna-se viva e muito presente na nossa mente. A nossa mente é ávida em estímulos. Sempre que nos propomos a algo do qual possamos antecipar prazer e satisfação, cria-se uma enorme força de vontade que nos dirige para caminhos que permitam atingir as emoções que queremos vir a sentir no futuro. Não se esqueça, enquanto seres humanos, somos seres emocionais, procuramos sempre uma emoção que nos reforce o esforço realizado.
A meta poderosa uma vez estabelecida, faz com que encare cada novo dia com mais energia. É quase como se conseguisse cheirar, saborear e senti-la. Forma-se uma imagem muito clara na sua mente. É como se tivesse um post-it colado na frente do seu monitor ou no tablier do seu carro, em que lhe relembra aquilo que quer muito fazer e é prioritário.
Crie um “filme mental”  das suas metas, e veja-o na sua mente quantas vezes quiser e quando quiser. Seja a figura principal desse filme, capacite e dê habilidades à sua personagem.
 Walt Disney disse: ” Se você pode sonhar, pode fazê-lo.”
Uma meta poderosa é um sonho com um prazo determinado. O prazo em si mesmo, motiva-o. As pessoas que estabelecem metas poderosas, começam a viver com um propósito. Elas sentem-se energizadas na sua vida e sabem para onde canalizar a sua energia.
Como é que você pode saber se estabeleceu uma meta suficientemente desafiante, poderosa e realista? Para se certificar disso, observe o efeito que a sua meta teve em si. Não interessa o que é essa meta. É o que a meta faz acontecer em você que mais importa.
Ao estabelecer a sua meta poderosa leve em consideração 3 factores importantes para o sucesso:
Estabeleça metas o mais específicas possível. Um objetivo específico tem uma hipótese muito maior de ser realizado com sucesso comparativamente com um objetivo generalista. Para definir um objetivo específico você deve esforçar-se por dar resposta às seis perguntas seguintes:
  • Quem: Quem está envolvido?
  • Qual: O que eu gostaria de realizar?
  • Onde: Identificar uma localização.
  • Quando: Estabelecer um calendário.
  • Quais: Identificar necessidades e limitações.
  • Por que: razões específicas, propósito ou os benefícios de se realizar a meta.
Estabeleça objetivos preferencialmente que dependam de si. Estar dependente de outros ou de circunstâncias das quais você não temo qualquer tipo de controle, irá colocá-lo numa situação vulnerável. Os objetivos que dependem de si permitem:
  • Que se mantenha comprometido
  • Que não se desculpe com os fatores externos ou com os outros
  • Que se mantenha focado nas sua capacidades, competências e habilidades necessárias para a execução do objetivo
Estabeleça objetivos que possam ser mensuráveis, em que possa verificar o seu progresso. Estabeleça critérios concretos para medir o progresso em direção à realização de cada objetivo que você definiu. Quando você mede o seu progresso, você fica no caminho certo. Alcançar a sua meta nas datas estabelecidas é experimentar a alegria da conquista que direciona você a dar continuidade ao esforço necessário para atingir aessa meta. Para determinar se o seu objetivo é mensurável, faça perguntas como:
  • Em quanto tempo quero atingir este objetivo?
  • Quando quero cumprir este objetivo?
  • Como vou saber quando estará cumprida?
Exemplo: “Eu pretendo perder cinco quilos no espaço de 3 meses, para que isso aconteça vou iniciar uma dieta e exercício físico na próxima semana pois quero sentir-me com confiança e orgulhoso do meu corpo”.

2. Alinhe os seus comportamentos com o objetivo

À primeira vista este princípio pode parecer óbvio. Mas se refletirmos um pouco mais, podemos verificar que na azáfama da nossa vida nem sempre o levamos em consideração, e que consequentemente isso aciona a autossabotagem. Vamos Investigar um pouco. O que é essa coisa que você chama de vida?
  • É a soma de todas as suas experiências.
  • São as suas circunstâncias, os seus relacionamentos e os seus eventos memoráveis.
  • É o culminar das suas ações.
A sua vida é a soma de todos os resultados externos que se iniciam a partir dos seus pensamentos, em que maioritariamente você se foca. Deixe-me clarificá-lo. A nossa vida não são as nossas intenções, as nossas esperanças ou até mesmo os nossos sonhos, porque todas essas coisas são apenas conteúdos do pensamento, não estão materializadas.
Não quero dizer que todas as nossas intenções, esperanças e sonhos não tenham valor. Certamente que têm. No entanto, se nada disso se realizar, se não se materializar em ações, não passam de vãs ilusões. E, como isso, a vida pode tornar-se vazia, pode tornar-se frustrante, levando-nos à insatisfação geral. Isto verifica-se quando percebemos que os nossos sonhos não se tornaram realidade ou quando os nossos comportamentos nos encaminharam para uma vida que não gostamos. Por um lado, não conseguimos ser coerentes com as nossas intenções, e por outro, não conseguimos implementar comportamentos que nos conduzissem à materialização dos sonhos de vida.

 A Reter: A vida é o resultado do que fazemos e não do que ilusoriamente dizemos querer fazer, esperar fazer, ou sonhar fazer.
Por exemplo, é muito comum ouvirmos dizer coisas do género: “O António é uma pessoa de bom coração. Mas ele acabou por fazer um monte de erros estúpidos na sua vida.” É um sentimento bom, mas isso não muda a vida do António.
A reter: A sua vida é o que você faz ou fez  e não o que você desejou ter feito.

3. Visualize o que deseja alcançar

A sua imaginação é o limite. A visualização faz uso da imaginação para que possamos simular de forma mais real possível aquilo que pretendemos que se realize no futuro. Não basta visualizar o que você pretende para tornar os sonhos em realidade. A visualização pode ser considerada uma habilidade que estabelece forte relação com a imaginação (capacidade de planejar e simular resultados), com a motivação e com outras habilidades cognitivas, que em psicologia damos o nome de funções executivas. Ao você visualizar o que deseja alcançar, a sua visualização funciona como promotora dos seus resultados. Na verdade a visualização vai ser o combustível para as outras funções executivas, e todas em associação permitem a estruturação de ações para obtenção daquilo que deseja.
A saber: Funções executivas, referem-se à capacidade de engajamento em comportamentos orientados a objetivos, realizando ações voluntárias e auto-organizadas.
A capacidade de orientar as imagens, de filtrá-las e canalizá-las no sentido de construir cenários que se aproximem da realidade e, consequentemente motivar-nos e incentivar-nos à sua persecução joga um papel fundamental enquanto potenciador da visualização.
“Sonhe sonhos grandiosos e, naquilo que sonhar, nisso você se tornará.”  - James Allen
Toda a realização começa na mente. Portanto, o que você visualiza na sua mente é aquilo que o influencia, é aquilo que o orienta e conduz, ou não, aos resultados desejados. Escolha conscientemente (Palavras, pensamentos e imagens) o que pretende criar na sua mente para que possa igualmente concretizar-se no mundo real.  Se você acerta no seu alvo ou não, é em grande parte dependente da clareza das imagens criadas na sua mente. De acordo com esta perspectiva, importa levantar uma questão:
Quão nítida é a sua visão relativamente ao que deseja obter?

4. Planifique e construa a estratégia para o sucesso

Um objectivo sem um plano de ação orientado para o resultado, é como pedalar numa bicicleta com os pneus vazios. Depois de estabelecer um objectivo, estabeleça um plano: Se você está no sul e quer caminhar para uma cidade a norte, não basta começar a caminhar, tem de certificar-se que está a dirigir-se para o norte. Depois em que tipo de veículo pretende viajar, que tipo de estradas ou caminhos pretende escolher, quantas vezes vai parar para descansar?
Desenhe o seu plano de “ataque”, estabeleça uma estratégia bem definida daquilo que necessita para cumprir o seu objectivo. Coloque-se em terreno e seja você a tomar a iniciativa dos seus movimentos e ações. Ficará surpreendido com o número de vezes que vai virar a sua vida do avesso. Estabeleça sempre os seus objetivos alinhados com aquilo que pretende alcançar e nunca apenas levando em consideração o que pretende evitar. Estabeleça os objectivo de forma positiva. A partir desse ponto, pergunte-se do que necessita para se preparar para a “luta” no sentido de aplicar os seus conhecimentos, habilidades, competências, forças e virtudes. Foque-se no que tem de bom, foque-se naquilo que possui e que pode tornar-se numa vantagem para alcançar o sucesso.
O nosso cérebro organiza-se sempre no sentido de formular as ideias de acordo com as indicações que lhe transmitimos. Se lhe transmitimos uma indicação específica clara e orientada para algo, a nossa atenção sobre isso expande-se. Todos os recursos disponíveis são mobilizados para fazer cumprir a ordem dada. Ao estabelecermos a ordem temos de ser cautelosos quando e como a formulamos. Três princípios devem estar presentes:
  • Especificidade
  • Clareza
  • Orientação
Com estes três princípios em mente, tente formular a estratégia. A estratégia é a definição de como os recursos serão alocados para se atingir o objetivo. Estratégia, significava inicialmente a ação de comandar ou conduzir exércitos em tempo de guerra. Por exemplo, uma virtude de um general era conduzir o seu exército à vitória. Assim você deve fazer nas “ordens” que dá a si mesmo. Dê indicações concretas e objetivas para que o seu cérebro o conduza à vitória.
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5. Aumente a sua motivação a cada novo dia

A  motivação é primordial se você quer ter um bom desempenho em algo que você faz ou pretende alcançar. Essa força, intenção, energia, vontade ou aquilo que você gosta de apelidar, vem de dentro, tem de pertencer-lhe e viver dentro de si. Ninguém vai ser capaz de influenciá-lo se você for resistente, por isso, a sua motivação é algo que depende de você. Quero dizer-lhe que é possível aprender a criar e a manter o impulso durante tempos difíceis. Você é a força motriz capaz de manter-se no caminho para o êxito, as outras pessoas podem ajudar, mas no final você detém o poder. Se não aprender como caminhar durante os tempos difíceis, e a enfrentar de forma tenaz as adversidades e os contratempos da vida, terá perdido antes mesmo de começar.
Por vezes, a motivação é temporária ou completamente inexistente. Você pode ter-se sentido animado para começar alguma coisa, pode ser que até tenha feito algumas coisas, para depois, passado algum tempo acabar por desistir.
Quanto mais você pensar em algo positivo, melhor a chance disso tornar-se numa realidade. Mantenha o seu objetivo bem claro e definido na sua mente. Se você quer que algo se realize, como por exemplo sentir-se bem, deve perspetivar que coisas gosta de fazer que lhe dão prazer e satisfação. Em seguida deve focar-se nisso, ter isso presente na sua mente em forma de imagens.  Construa um conjunto de lembretes. Por exemplo, colocando palavras de incentivo agendadas no seu celular, ou escrevê-las numa folha e colocar na porta do seu quarto, pode relembrar-se antes de ir deitar-se e logo pela manhã antes de sair de casa. Se é algo que você quer que aconteça, deve orientar-se em consciência e não apenas por aquilo que sente (principalmente se forem sentimentos negativos que nessa altura prevaleçam). Faça um plano para dar um pequeno passo todos os dias no sentido de aproximá-lo da realização desejada. Estes pequenos lembretes e ações promovem a sua motivação. Não fique frustrado com o fato de isso ainda não ser uma realidade e continue a focar-se no quão bom será quando lá chegar.

6. Adapte-se às mudanças

Quando você abraça a impermanência da vida, você torna-se mais capaz de reconhecer o tipo de relacionamento que quer, que coisas o reforçam, que valores o orientam, que objetivos mexem consigo, o que gosta de fazer para sentir-se bem. Os motivos que o engrandecem. Que tipo de trabalho ou carreira está mais em sintonia com os seus talentos. E, você desenvolve um autoconhecimento que lhe permite saber que ações podem contribuir para um futuro positivo.
Muitos de nós durante a nossa vida vamos tendo desejo de mudar algo, criar um novo hábito, traçar resoluções no novo ano. Mas será que você é proficiente na implementação das ações que possam promover esse desejo de mudar? Será que reúne informação e estratégias adequadas no sentido de certificar-se que está minimamente preparado para enfrentar aquilo a que se propôs?
Algumas pessoas são melhores nisso do que outros porque aprenderam algumas estratégias simples e eficazes para se regularem e seguirem os seus objetivos, mas também porque construíram uma mentalidade de mudança. Aprenderam a reforçar a sua musculatura emocional. Ao desenvolver força emocional, você cria capacidade para aguentar as mudanças, mas igualmente implementar mudanças na sua vida. É como quando temos alguns músculos fracos no nosso corpo, mas que com treino físico, a sua força aumenta.
Quantas vezes já desistiu de algumas mudanças que tentou implementar? Talvez por falta de disciplina, por falta de motivação, ou por uma questão de incapacidade de gerir as suas emoções, de resistir à preguiça, às tentações e sobretudo manter-se consistente com as suas decisões. Seja qual for a razão, provavelmente algo comum à grande maioria de nós impera. A falta de preparação para os desafios exigentes a que nos propomos.
Imagine tentar levantar uma barra com 150 quilos. Mesmo tentado levantar a barra apenas alguns centímetros do chão seria um feito quase impossível para as pessoas não treinadas no levantamento de cargas pesadas. Por muita motivação, desejo e querer que pudesse ter, provavelmente iria ficar com uma tremenda dor de costas e braços, e não conseguiria mover a barra. Mas, se você começar apenas levantando a barra (sem pesos nela) e pouco a pouco for incrementando peso, a sua probabilidade de sucesso aumentaria passados alguns meses.
A sua mentalidade de mudança, e igualmente os “músculos mentais” que suportam essa mudança funcionam da mesma maneira. Você primeiro tem de começar a aprender a gerir as emoções, a regular o seu comportamentos, a flexibilizar o seu pensamento, a olhar para o lado positivo da mudança, ficando hábil na construção de soluções para adaptação às mudanças da sua vida. Por isso deve propor-se a pequenas mudanças. Ou, pelo menos nos seus objetivos propor-se a mudanças programada no tempo, no esforço e de acordo com a sua capacidade na altura em que se encontra.

7. Tenha um atitude positiva

A maneira de iniciar o seu dia pode definir o desenrolar do resto do seu dia. Nem sempre controlamos tudo o que se passa ao nosso redor, e certamente sofremos influencia daquilo que é o espaço em que a nossa vida se movimenta. Coisas boas e coisas más acontecem. No entanto, nós temos sempre a possibilidade de agir de forma que nos beneficie. Por isso, importa que você ganhe o hábito de agir positivamente no seu dia desde o momento em que se levanta da cama. Relembre a si mesmo que tem o poder de autoinfluenciar-se positivamente. Escolha as palavras, imagens e cenários mentais que possam colocá-lo num estado de ser pleno de recursos de acordo com as exigências, desafios e objetivos que se propõe.
Podemos ter imenso jeito para determinada atividade, termos um talento inato numa área específica, termos conhecimento e capacidade para realizar algo e ainda assim não alcançarmos boas realizações. Na posse da habilidade, algo tem que dar-lhe significado, algo tem de fazer com que possamos perspetivar um reforço à posteriori, e ainda assim o desempenho pode ser fraco. Mas quando na posse da habilidade, energizado pela motivação e com uma atitude mental positiva, por certo, o melhor resultado possível encontrará o terreno ótimo para poder acontecer. A atitude mental positiva potencia as aquisições necessárias para que estas possam expressar um ótimo desempenho.

http://www.escolapsicologia.com/alcancar-objetivos-comece-todos-os-dias-como-um-vencedor/

quinta-feira, março 05, 2015

Flexibilidade emocional: Uma vantagem para a vida

O que significa ser flexível? Acredite ou não, essa pergunta aparentemente simples é realmente muito difícil de responder. Algumas pessoas são flexíveis quando se trata de mudar planos para o jantar. Outros têm grande flexibilidade física que lhes permite realizar incríveis proezas atléticas. E outras pessoas podem alternar rapidamente entre o uso de diferentes linguagens. E assim por diante. Mas no que diz respeito à alternância de formas de lidar com as suas emoções em diferentes situações? Você é rígido ou flexível em termos emocionais? Você consegue regular as suas emoções até ao ponto de tomar decisões que possam ser adaptativas e vantajosas para a sua vida?

Flexibilidade emocional como promotor de saúde mental

Um tipo particular de flexibilidade que é de grande interesse para o equilíbrio emocional é a flexibilidade emocional. Em poucas palavras, esta flexibilidade tem a sua base na capacidade das pessoas usarem diferentes estratégias de regulação da emoção, à medida que as circunstâncias mudam. A flexibilidade emocional não deve ser vista como uma mudança de opinião, de valor ou de significado das coisas, mas sim como mais possibilidades de resposta comportamental perante a situação que se enfrenta, tendo como objetivo ser assertivo e evitar o sofrimento emocional.
Com o treinamento devido, você pode conseguir chegar ao ponto de aplicar diferentes estratégias de regulação emocional em função das exigências do contexto. Este processo bem desenvolvido torna-se numa vantagem para a vida. Por exemplo, uma reavaliação cognitiva pode ser útil em algumas situações: “A pessoa com quem combinei um encontro não apareceu, provavelmente teve de ficar a trabalhar até mais tarde, e não porque não gosta de mim.” Mas em outras situações pode ser mais assertivo adequar-se às circunstâncias, aceitando, por exemplo: “Aceito que o meu colega de trabalho me delegue grande parte das tarefas, porque ele está há mais tempo na empresa do que eu“. Da mesma forma, uma estratégia de recusa, tal como o evitamento, por vezes pode ser útil, por exemplo, declinando um convite para almoço de um colega de trabalho desagradável. Mas não em outros momentos, por exemplo, procrastinar quando estamos responsáveis de terminar um projeto urgente.
É importante ressaltar que há cada vez mais evidências sugerindo que a flexibilidade com que vamos implementando estratégias de regulação emocional pode ser a chave para a nossa saúde mental. As pessoas que frequentemente usam a aceitação e a reavaliação em diferentes situações das suas vidas apresentam menos problemas emocionais e transtornos psicológicos, comparativamente às pessoas que não são flexíveis na forma como gerem as suas emoções. Em suma, a flexibilidade emocional é um promotor de saúde mental.
Então, como é que você no seu dia a dia percebe que usa diferentes estratégias de regulação emocional em diferentes situações? Tente verificar em que situações distintas você se comporta também de forma distinta. Por exemplo, em que situações você aplica:
  • Aceitar
  • Reavaliar
  • Distrair-se
  • Preocupar-se com o futuro
  • Ruminar sobre o passado
  • Ficar preso em pensamentos obsessivos
  • Criticar a si mesmo
  • Criticar os outros
  • Agir com agressividade
  • Agir assertivamente
Nenhum destes exemplos isoladamente deve ser considerado certo ou errado. São as circunstâncias, o momento presente e a decisão da pessoa que fazem com que o uso dessas estratégias sejam adaptativas ou prejudiciais.
Para aprofundar este assunto, leia:

flexibilidade emocional

Entre o hábito e a mudança

Como adoro o conforto da certeza,
Ter a certeza que chego na praia e o sol queima,
Ter a certeza que chego em casa e a refeição está na mesa,
Ter a certeza de quem gosto, do que me faz bem,
Ter a certeza dos passos a dar, que profissão escolher, que roupa vestir,
Ter a certeza torna-se um hábito, o hábito da segurança, o hábito que me dá confiança e esperança que as coisas são como eu gosto que sejam,
Mas, e quando não são?
Quando tudo muda?
Quando não sei, se aquilo que sei dá para passar no exame,
Quando a forma como eu fazia as coisas deixou de funcionar,
Quando o amor que eu acreditava não passa de uma farsa,
Quando vejo a minha autoconfiança a diminuir,
Quando me sinto inseguro no que dizer,
Quando a minha carteira está vazia,
Quando os meus amigos já não têm tempo para me ouvir,
Quando a agitação dos meus filhos me incomoda,
Quando deixei de apreciar os passeios de domingo,
Quando o tempo não está como eu quero,
Quando tudo muda, tenho de mudar também,
Preciso me acostumar à mudança,
Preciso de aceitar a impermanência da vida,
Preciso perceber o fluxo da vida, a sua inconstância,
Tenho de flexibilizar o pensamento,
Aprender a aceitar o que não controlo,
A entender a flutuação dos meus humores,
A entender a minha tristeza,
A encarar a mudança de opinião,
A encarar a realidade, a realidade de que tenho de me habituar à ideia de que tudo muda a todo o momento, e que,
O único hábito que me serve é o hábito de mudar,
Mudar sempre que as coisas mudam,
Não mudar a mim mesmo, mas mudar o que posso no meu comportamento, pensamento e sentimento,
De forma a que a mudança seja um hábito,
O hábito de mudar o que posso para alcançar o que pretendo,
Quando tudo muda, eu mudo o que consigo, sempre que posso, para que possa continuar a ser aquele que sou,
Sou aquele que muda para se habituar, e
Habitua-se ao eterno mudar.

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