domingo, novembro 30, 2014

Meditação: 7 pontos pelos quais deveria praticar



A vida é repleta de desafios, de altos e baixos, de alegrias e tristezas, e de gostos e desgostos. Com a prática da meditação a nossa existência tem o potencial para ser mais serena, viva e plena. A meditação é muito mal compreendido e muitas vezes sub-avaliada, talvez, o que seja fundamental para que uma pessoa seja verdadeiramente sã. Como é que a meditação nos afecta? Como muda as nossas prioridades, permitindo fazer amizade com nós mesmos, para encontrar respostas para as nossas perguntas?


Aqui estão 7 pontos através dos quais a meditação pode tornar a sua vida mais significativa e agradável! 

1. Viver com Bondade

Ninguém merece a sua bondade e compaixão mais do que a você próprio. Sempre que vir ou sentir sofrimento, sempre que cometa um erro ou diga algo estúpido e está prestes a rebaixar-se, cada vez que pensar em alguém cuja relação esteja a atravessar um momento difícil, cada vez que encontrar a confusão e a dificuldade de ser humano, cada vez que vir alguém lutando, aborrecendo ou irritando, pode parar e trazer a bondade amorosa e a compaixão. Respirando suavemente, silenciosamente pode repetir: Que eu possa estar bem, que possa ser feliz, que eu possa estar cheio de bondade, etc.
Simplesmente através da intenção de causar menos dor pode trazer mais dignidade ao seu mundo,
permitindo que o mal seja substituído por bondade e o desrespeito pelo respeito. Geralmente os danos são causados involuntariamente, seja por ignorar os sentimentos de alguém, rebaixando-se, reafirmando o seu desespero, não gostar da sua aparência, ou ver-se como incompetente ou indigno. Tanto ressentimento, culpa ou vergonha que vivencia, perpetuando a toxicidade? A meditação permite que transforme esses estados mentais negativos através de reconhecimento da sua bondade essencial e a preciosidade da vida.


2. Aliviar a carga 

Num estado forçado, contraído é fácil perder o contacto com a paz interior, a compaixão e a bondade; num estado relaxado a sua mente está clara e pode conectar-se com um profundo sentido de propósito e altruísmo. As palavras meditação e medicamentos derivam da palavra Latina medicus, que significa também cuidar e curar. Um momento de calma tranquila, portanto, é o remédio mais eficaz para a mente ocupada e sobrecarregada. Sempre que se sentir com stresse crescente, “aperto” no coração, a mente em confusão, basta trazer o seu foco para a sua respiração e silenciosamente repetir a cada entrada e saída do ar: inspirando, eu acalmo o corpo e a mente; expirando, eu sorrio.


3. Largar o meu “Eu” 

A quietude está sempre lá entre os pensamentos, por trás da história, do ruído. O que nos impede de experimentar o nosso estado natural de ser é a “mente de macaco” habitualmente dominada pelo ego. A meditação permite-nos ver claramente, testemunhar os nossos pensamentos e comportamentos e reduzir o auto-envolvimento. Sem essa prática de auto-reflexão será mais difícil colocar um travão nas exigências do ego. Largando de ser egocêntrico, podemos nos tornar mais centrados nos outros, preocupando-nos com o bem-estar de todos.


4. Dissolver a raiva e o medo 

Nós não aceitamos ou libertamos os nossos sentimentos negativos tão facilmente; estamos mais propensos a reprimir ou negá-los. Mas quando negadas podem causar vergonha, humor deprimido, raiva e ansiedade. A meditação convida a conhecer abertamente esses lugares, e a ver como o egoísmo, a aversão e a ignorância criam dramas intermináveis e medos. Debaixo desta camada superficial está um silêncio calmo onde pode conhecer-se a si mesmo; esta é uma experiência maravilhosa. Mesmo que pratique por apenas dez minutos por dia ou mais, não importa. Está a libertar-se das suas limitações ao abrir-se à auto-aceitação e presença plena.


5. Despertar o Perdão 

O perdão é o maior presente que pode dar a si mesmo e aos outros. Assim como se senta em meditação e vê os seus pensamentos e sentimentos, que se deslocam através de si, também pode observar que quem você é agora não é quem era apenas há um momento atrás, e muito menos há um dia, uma semana, ou um mês atrás. Quem você era, ou alguém era quando a dor foi causada não é quem você é agora. Quando experimentar a sua interligação essencial poderá ver como a ignorância deste facto cria separação e sofrimento, de modo que o perdão por tal ignorância surge espontaneamente. 


7. Valorizar a Gratidão

Tome um momento para apreciar a cadeira em que está sentado. Considere como a cadeira foi feita: a madeira, algodão, lã ou outras fibras, as árvores e plantas que foram usadas, a terra onde cresceram as árvores, o sol e a chuva, os animais que talvez deram as suas vidas, as pessoas que preparam os materiais, a fábrica onde a cadeira foi feita, o designer e o carpinteiro e a costureira, a loja que vendeu, tudo isso apenas para que possa estar sentado aqui e agora. Em seguida, estenda esse agradecimento profundo a tudo e a todos na sua vida. 


8. Estar Consciente 

A consciência é a chave para o despertar. Através da consciência que pode ver a sua “mente de macaco” e toda a sua distracção. Quase tudo o que fazemos é para conseguir algo: se fizermos isto, então vamos conseguir aquilo; se fizermos isto, então isto vai acontecer. Mas, na meditação, fazemos apenas para porque o fazemos. Não há propósito ulterior além de estar aqui, no momento presente, sem tentar chegar a algum lugar ou conseguir qualquer coisa. Está apenas ciente de tudo o que está a acontecer, seja agradável ou desagradável. No julgamento, há certo ou errado. Basta estar consciente.

Divirta-se!

http://www.spm-be.pt/2014/10/meditacao-7-pontos-pelos-quais-deveria.html

sexta-feira, novembro 14, 2014

12 Things Happy People Do Differently

by Marc Chernoff.


Studies conducted by positivity psychologist Sonja Lyubomirsky point to 12 things happy people do differently to increase their levels of happiness.  These are things that we can start doing today to feel the effects of more happiness in our lives. 
I want to honor and discuss each of these 12 points, because no matter what part of life’s path we’re currently traveling on, these ‘happiness habits’ will always be applicable.
  1. Express gratitude. – When you appreciate what you have, what you have appreciates in value.  Kinda cool right?  So basically, being grateful for the goodness that is already evident in your life will bring you a deeper sense of happiness.  And that’s without having to go out and buy anything.  It makes sense.  We’re gonna have a hard time ever being happy if we aren’t thankful for what we already have.
  2. Cultivate optimism. – Winners have the ability to manufacture their own optimism.  No matter what the situation, the successful diva is the chick who will always find a way to put an optimistic spin on it.  She knows failure only as an opportunity to grow and learn a new lesson from life.  People who think optimistically see the world as a place packed with endless opportunities, especially in trying times.
  3. Avoid over-thinking and social comparison. – Comparing yourself to someone else can be poisonous.  If we’re somehow ‘better’ than the person that we’re comparing ourselves to, it gives us an unhealthy sense ofsuperiority.  Our ego inflates – KABOOM – our inner Kanye West comes out!  If we’re ‘worse’ than the person that we’re comparing ourselves to, we usually discredit the hard work that we’ve done and dismiss all the progress that we’ve made.  What I’ve found is that the majority of the time this type of social comparison doesn’t stem from a healthy place.  If you feel called to compare yourself to something, compare yourself to an earlier version of yourself.
  4. Practice acts of kindness. – Performing an act of kindness releases serotonin in your brain.  (Serotonin is a substance that has TREMENDOUS health benefits, including making us feel more blissful.)  Selflessly helping someone is a super powerful way to feel good inside.  What’s even cooler about this kindness kick is that not only will you feel better, but so will people watching the act of kindness.  How extraordinary is that?  Bystanders will be blessed with a release of serotonin just by watching what’s going on.  A side note is that the job of most anti-depressants is to release more serotonin.  Move over Pfizer, kindness is kicking ass and taking names.
  5. Nurture social relationships. – The happiest people on the planet are the ones who have deep, meaningful relationships.  Did you know studies show that people’s mortality rates are DOUBLED when they’re lonely?  WHOA!  There’s a warm fuzzy feeling that comes from having an active circle of good friends who you can share your experiences with.  We feel connected and a part of something more meaningful than our lonesome existence.
  6. Develop strategies for coping. – How you respond to the ‘craptastic’ moments is what shapes your character.  Sometimes crap happens – it’s inevitable.  Forrest Gump knows the deal.  It can be hard to come up with creative solutions in the moment when manure is making its way up toward the fan.  It helps to have healthy strategies for coping pre-rehearsed, on-call, and in your arsenal at your disposal.
  7. Learn to forgive. – Harboring feelings of hatred is horrible for your well-being.  You see, your mind doesn’t know the difference between past and present emotion.  When you ‘hate’ someone, and you’re continuously thinking about it, those negative emotions are eating away at your immune system.  You put yourself in a state of suckerism (technical term) and it stays with you throughout your day.
  8. Increase flow experiences. – Flow is a state in which it feels like time stands still.  It’s when you’re so focused on what you’re doing that you become one with the task.  Action and awareness are merged.  You’re not hungry, sleepy, or emotional.  You’re just completely engaged in the activity that you’re doing.  Nothing is distracting you or competing for your focus.
  9. Savor life’s joys. – Deep happiness cannot exist without slowing down to enjoy the joy.  It’s easy in a world of wild stimuli and omnipresent movement to forget to embrace life’s enjoyable experiences.  When we neglect to appreciate, we rob the moment of its magic.  It’s the simple things in life that can be the most rewarding if we remember to fully experience them.
  10. Commit to your goals. – Being wholeheartedly dedicated to doing something comes fully-equipped with an ineffable force.  Magical things start happening when we commit ourselves to doing whatever it takes to get somewhere.  When you’re fully committed to doing something, you have no choice but to do that thing.  Counter-intuitively, having no option – where you can’t change your mind – subconsciously makes humans happier because they know part of their purpose.
  11. Practice spirituality. – When we practice spirituality or religion, we recognize that life is bigger than us.  We surrender the silly idea that we are the mightiest thing ever.  It enables us to connect to the source of all creation and embrace a connectedness with everything that exists.  Some of the most accomplished people I know feel that they’re here doing work they’re “called to do.”
  12. Take care of your body. – Taking care of your body is crucial to being the happiest person you can be.  If you don’t have your physical energy in good shape, then your mental energy (your focus), your emotional energy (your feelings), and your spiritual energy (your purpose) will all be negatively affected.  Did you know that studies conducted on people who were clinically depressed showed that consistent exercise raises happiness levels just as much as Zoloft?  Not only that, but here’s the double whammy… Six months later, the people who participated in exercise were less likely to relapse because they had a higher sense of self-accomplishment and self-worth. 
http://positive-thoughts.typepad.com/positive-thoughts/2014/09/12-things-happy-people-do-differently-by-marc-chernoff.html

quarta-feira, novembro 12, 2014

Técnicas de Meditação Budista

A Motivação
Quando nos sentamos para começar uma sessão de prática e examinamos o nosso espírito, por vezes surpreendemo-nos por descobrir que ele está espontaneamente positivo. Noutros momentos achamos por bem agir, já que a disposição interior não é verdadeiramente positiva. Acontece ainda que o espírito pode dispersar-se num estado nem positivo nem negativo. A deixá-lo vaguear à sorte, não surtirão efeitos nem positivos nem negativos, só perdemos tempo e energia.
Observar regularmente o seu espírito para registar a sua orientação é um hábito a adquirir, mesmo fora de toda a prática espiritual. Obteremos assim, pouco a pouco, uma abertura autêntica, permitindo ter uma atitude construtiva em todas as circunstâncias. Uma tal disposição revela-se preciosa na vida quotidiana. Ao contrário, um espírito negativo faz nascer tensões que acabam por perturbar a comunicação, seja em família ou na vida profissional e social.
Tudo está estreitamente ligado à perspectiva que escolhemos adoptar. Com um estado de espírito positivo, podemos transformar todas as suas actividades. Mesmo as tarefas fastidiosas tornam-se interessantes, e as tensões interiores que elas ocasionavam antes desaparecem…
No princípio, é preferível sentarmo-nos para habituarmo-nos a tomar consciência da inclinação do nosso espírito. Quando despejamos água lamacenta num recipiente, é preciso deixar decantar para que ela reencontre a sua limpidez. Estando alguns instantes tranquilos e sem tensões, vemos melhor em nós mesmos. Com tempo, essa faculdade torna-se natural. Consciente sem demora do que se passa no espírito, não nos deixamos mais ser assaltados por sentimentos negativos ou por sonhos inúteis que não se realizam nunca.
É preciso um ambiente especial para fazermos acalmar o nosso espírito e observar a sua atitude? Todos nós sabemos que é muito difícil encontrar um lugar solitário e sagrado. Na realidade, a casa, o escritório ou o carro são também lugares propícios. Onde quer que estejamos, o importante é consagrar alguns minutos a este exercício. Tiraremos proveito dos mais pequenos instantes. A calma irá estabelecer-se gradualmente, para tornar-se habitual, depois natural. O exame da motivação faz-se então de maneira espontânea, mesmo em plena actividade, o que é precioso se temos intenção de pisar terrenos férteis em conflitos como o trabalho e a família; aí onde outrora o espírito teria sido solicitado em várias direcções, será mais fácil ficar calmo e construtivo.
Postura e Respiração
Para funcionar, o espírito apoia-se nas energias mais ou menos perceptíveis que circulam nos canais físicos ou subtis, consoante o caso. No Tibete, nós comparamos a energia a um cavalo selvagem e cego montado por um cavaleiro inteligente mas deficiente… Uma postura correcta mantém os canais direitos e permite que a energia circule livremente e sem choques. Expulsar o ar viciado e desfazer os bloqueios alojados nos canais grosseiros e subtis purifica o corpo e o espírito, que reencontram assim um equilíbrio harmonioso.
A postura de meditação budista em sete pontos
A utilidade desta postura é extensamente explicada nos textos sobre os diferentes yogas. Mas sucintamente, o objectivo é permitir aos elementos subtis nos diferentes centros do corpo que recuperem o seu equilíbrio.
# As pernas estão na posição de lótus ou de vajra (cruzadas uma sobre a outra) ou na posição dita do bodhisattva (cruzadas uma à frente de outra).
# A coluna vertebral é mantida direita como uma flecha.
# Os ombros estão puxados para trás, « como as asas dum abutre ».
# As palmas das mãos estão postas sobre os joelhos; ou ainda, a mão direita repousa dentro da mão esquerda ao nível do umbigo, as palmas das mãos viradas para cima com a extremidade dos polegares em contacto.
# A língua, nem enrolada nem crispada, repousa confortavelmente contra o palato;
# Os olhos podem estar abertos ou fechados.
# No caso presente, deixamo-los numa posição perfeitamente natural, nem fechados, nem encarquilhados;
# A cabeça não deve pender nem para trás nem para a frente: o pescoço deve estar direito e o queixo ligeiramente para dentro, de forma a manter a coluna direita.
# Cada ponto desta postura tem a sua importância. Por exemplo, pousar as palmas das mãos sobre os joelhos, ou pousá-las uma sobre a outra ao nível do umbigo, equilibra as energias físicas e estabiliza o espírito. Com efeito, cada um dos principais centros do corpo, ou chakras, está relacionado com um dos cinco elementos: a água, o fogo, a terra, o vento e o espaço (que chamamos por vezes de metal ou madeira). É suficiente tocar em vários sítios do corpo para nos apercebermos de que certas zonas são mais quentes que outras. Isso indica que as energias se parecem consigo mesmas em pontos particulares do corpo.
Expulsar o ar viciado
No exercício que se segue, trata-se de, durante a expiração, expulsar todas as energias perturbadas pelas acções negativas (uma acção pode ser física, verbal ou mental) praticadas sob a influência dos cinco venenos (4). O ar expirado drena também os bloqueios físicos ou mentais que daí resultam, fontes de irritação, de tensões e de reacções agressivas. As cinco «emoções perturbadoras» tornam-se de facto em energia e alteram a saúde, a paz mental e o ambiente circundante.
Adoptem a postura em sete pontos, as palmas das mãos pousadas sobre os joelhos. Apoiem a extremidade do polegar na base do anelar de cada mão, e mantenham uma ligeira pressão, o que terá por efeito converter a energia negativa em energia positiva. Depois, inspirando normalmente, levem a mão direita à cara, tapando a narina esquerda com a extremidade do anelar e expirando pela narina direita, enquanto abrem a mão esquerda pousada sobre o joelho esticando os dedos. Enquanto expiram, considerem que estão a expulsar todas as energias poluídas pelo ódio e pela agressividade. Pensem que libertam assim os bloqueios em todo o corpo, e que todos os nós subtis se desfazem.
Repousar a mão direita sobre o joelho e, durante a inspiração, levantar a mão esquerda. Tapar a narina direita com a extremidade do anelar. Com os polegares pressionando sempre a base dos dois dedos anelares, expirar pela narina esquerda esticando os dedos da mão direita. Ao mesmo tempo, considerem que estão a expulsar as energias adulteradas pelo apego egoísta; pensem que todos os bloqueios físicos e subtis ligados ao desejo, à frustração e à inveja se desfazem. Apegar-se aos seres e às coisas procurando um prazer pessoal e imediato bloqueia a corrente da alegria e da felicidade verdadeiras.
Finalmente, fechem os punhos sobre os polegares, pousem-nos sobre os joelhos e inspirem lentamente, depois expirem com força pelas duas narinas. Abram as duas mãos esticando os dedos. Considerem que expulsam a energia adulterada pela ignorância. Pensem que os bloqueios devidos a conflitos exteriores e interiores causados pela ignorância se dissolvem. A ignorância fundamental mantém-nos num estado de confusão; desorientados, agimos sem compreender realmente os actos, nem mesmo ter uma clara consciência, e isto perturba a circulação da energia.
Estes exercícios podem ser feitos três vezes. No decorrer da primeira série, a expiração far-se-á docemente, enquanto que na segunda, mais profundamente, e para terminar, muito profundamente. Esta técnica de respiração, que acompanha a concentração mental, age de uma maneira subtil e poderosa sobre o espírito, sobre a circulação da energia e sobre o corpo. No fim do exercício, considera-se que os canais subtis estão completamente limpos: tudo se torna perfeitamente límpido e transparente.
Alternância de concentração e repouso (na meditação budista)
Estar fisicamente num lugar tendo o espírito noutro, não é difícil, todos sabemos como isso se faz: a maior parte do tempo o espírito está disperso e galopa em todos os sentidos. Saber centrá-lo e repousar é um verdadeiro trunfo, particularmente num mundo onde projectos e actividades são incessantes. O treino da concentração num ponto é um meio excelente de aí chegar.
No caso presente, a respiração será o objecto da concentração. O exercício consiste em estar atento à respiração durante alguns minutos, o que conduz a um estado de calma. Experimente contar tranquilamente os movimentos da respiração, sem alterar o ritmo natural e sem se distrair um instante sequer, a fim de estar realmente presente, aqui e agora. Uma vez que o espírito fique perfeitamente focado no vaivém da respiração durante sete respirações, será possível prolongar a duração da concentração e contar onze respirações, vinte e uma ou mais.
Duma maneira geral respiramos pelo nariz. Quando estamos ao pé do mar, ou na montanha ou num lugar desimpedido em plena natureza, podemos respirar suavemente pela boca, os lábios entreabertos.
É conveniente alternar cada período de concentração com um momento de descanso de duração equivalente ou, sem contar nem se concentrar seja sobre o que for, procura-se ficar simplesmente no aqui e agora. A alternância destas duas fases evitam o defeito de uma grande crispação e permite que a energia se equilibre de uma maneira harmoniosa.
Praticada regularmente, esta técnica traz uma clareza de espírito cada vez mais profunda que acalma o corpo e o espírito. É um treino muito útil, para si mesmo e para todos os seres, Assim que ele for explicado em detalhe no capítulo dedicado à técnica do tonglen, podemos ajudar os seres apoiando-nos na respiração. Quando inspiramos tomamos os seus sofrimentos e quando expiramos deixamos verter sobre eles rios luminosos de compaixão.
Tonglen: Trocar a Felicidade pelo Sofrimento
Para começar uma sessão consagrada à prática da troca (tonglèn), adoptamos a postura em sete pontos e aplicamo-nos aos exercícios de respiração e de concentração que já foram referidos. Uma vez o espírito estabilizado, meditamos sobre a compaixão: desejamos que todos os seres sejam libertos do sofrimento e das causas do sofrimento, Depois, seguindo o ritmo natural da respiração, consideramos que, quando inspiramos, tomamos o sofrimento de outrem, visualizado sob a forma de uma nuvem escura. A compaixão que sai agora impetuosamente em si, transforma esta nuvem em luz que, pela expiração, se propaga a todos os seres. Esta imensa claridade dissolve os seus véus mentais e enche-os de paz e de bem-estar, tão simplesmente como se ligássemos o interruptor para acender uma luz que dissipa instantaneamente todas as trevas do mundo.
Todas as espécies de circunstâncias podem ser postas à prova para praticar a troca. Estamos ao pé do mar? Pensemos na multidão que povoa os oceanos e entreguemo-nos ao tonglèn. É certo que, à primeira vista, os seres marinhos não se parecem connosco. Mas o seu espírito não difere fundamentalmente do nosso. A sua forma actual é o resultado dos seus actos anteriores. Como todos os seres do universo, eles procuram o bem-estar e temem o sofrimento. Os grandes peixes comem os pequenos, as espécies minúsculas devoram os grandes, e todos são pescados pelo homem. A sua vida não é mais que incerteza e terror. Desejemos tomar esse sofrimento mental e físico para dar em troca rios de luz e de compaixão.
Estamos de passagem por uma grande cidade? Pensemos em todas as pessoas que aí vivem, em todos os seres, visíveis ou não, que a povoam, e pratiquemos a troca.
Quando nos aplicamos a ajudar os outros de esta maneira, apagamos pela mesma ocasião os traços que os actos negativos imprimiram na nossa consciência fundamental. Um treino assíduo permite mesmo, a longo prazo, apagar os traços de outrem.
No momento de inspirar, não deixe que o medo de não poder assumir todo o sofrimento o faça hesitar. O pensamento do despertar é suficientemente poderoso para transformar tudo. É a este pensamento que devem apelar com todas as vossas forças. Este amor é inerente a cada ser. Mesmo o predador mais feroz é sensível à fragilidade e ao sofrimento dos seus filhotes; para protegê-los e alimentá-los, ele enfrenta todos os perigos.
Esta bondade profunda está adormecida em cada um de nós, sendo preciso acordá-la: ela é a aliada mais poderosa para transformar o sofrimento em liberdade.
Talvez achem surpreendente considerar os seres humanos, animais e outras formas de vida como nossos semelhantes em espírito? Na realidade, não é do ponto de vista da aparência que eu os comparo, mas do da sua natureza fundamental. A maneira através da qual cada ser se manifesta é função da forma física que ele se reveste, e depende dos limites desta. Cada vez que um ser muda de corpo, ele é como um viajante que muda de hotel e que pode encontrar-se um dia no mais simples albergue e no dia seguinte num palácio. As condições exteriores variam mas o viajante não muda. Da mesma maneira, os seres podem renascer dentro de um ou outro dos seis mundos de existência, pois o seu potencial profundo não se altera.
Nos já vimos que o espelho da nossa vida presente reenvia a imagem dos nossos actos passados, e que a vida futura será o reflexo dos nossos actos presentes; daí a importância de ensinar a todos a não-violência. É um meio seguro de obter, a breve ou a longo termo, a paz para si mesmo e para os outros.
Talvez se interroguem sobre a justificação dum treino como o da troca. Não é desperdiçar o seu tempo em vez de consagrar alguns minutos ou algumas horas da vida quotidiana a praticar? Não de todo. O treino permite em primeiro lugar compreender melhor o sentido da vida, e revela-se a seguir um trunfo precioso no momento da morte. Bem entendido, a morte não é um tema sobre o qual as pessoas gostem de falar. Todavia, uma vez que nascemos, inevitavelmente teremos que morrer um dia. Nesse dia, só o treino espiritual adquirido durante a vida nos ajudará a encontrar a liberdade.
No momento da morte, a consciência deixa o corpo tendo como a sua única bagagem o karma resultante dos seus actos passados. Tal como a sombra segue o corpo, os resultados dos actos benéficos ou nocivos seguem o princípio consciente. No momento da passagem, se o espírito estiver todo impregnado de benquerença e de compaixão, a experiência da morte, tal como as condições da vida futura serão inteiramente transformadas. Eis porque esta fase é crucial, e é importante fazer com que estes pensamentos se tornem familiares durante toda a vida presente. O treino de tonglèn fará com que, no momento da morte, eles voltem naturalmente ao espírito.
A prática da troca será assim uma grande ajuda durante essa travessia perigosa. Poderemos aplicar esse treino quando um parente, um amigo ou um animal familiar se encontra no seio da morte. Assistir a um moribundo na fase crítica pode constituir uma verdadeira salvação. É preciso, no momento em que a consciência deixa o corpo e começa a errar no estado intermediário, ser capaz de tomar o sofrimento para, em troca, inundá-lo de luz.
Nos estados próximos da morte, o espírito passa por experiências comparáveis às vividas nos sonhos: durante o sono o corpo está imóvel enquanto que o espírito continua a funcionar, e conhece uma imensidão de experiências. Imediatamente após a morte, o corpo, inerte, é abandonado, mas o espírito continua a viver toda a espécie de acontecimentos. As primeiras percepções estão principalmente relacionadas com recordações da vida que acabamos de deixar. A seguir entramos numa fase onde se vê o que será a próxima vida. Tudo é vivido no plano mental e subtil.
Antigamente, existia quase em todo o lado uma tradição de acompanhar os moribundos. Hoje em dia isso faz imensa falta. A maior parte das pessoas não quer sobretudo pensar na morte, e assistir a alguém nesses momentos que precedem a morte e que a seguem está frequentemente fora do seu alcance. Eles não dispõem de tempo suficiente ou, muito simplesmente, não sabem o que fazer. Muitos pensam que só um padre está indicado para fazer o que é preciso para acompanhar aqueles que partem. Na realidade, cada um pode desenvolver a capacidade de socorrer os moribundos com a ajuda de pensamentos positivos e de oração, já que todos os seres sem excepção partilham desta base comum que é a natureza do despertar.
Nós veremos nos capítulos seguintes os treinos que associam o tonglèn às meditações sobre o amor, a compaixão. A alegria e a imparcialidade; esses são os utensílios de primeira importância que nos servirão para toda a vida.
No dia a dia, praticar a troca facilita de imediato a comunicação e apazigua rapidamente qualquer conflito. Nós estamos de facto sempre fortemente inclinados a nos queixarmos perante as dificuldades, atirando constantemente a culpa para cima dos outros: pai, mãe, o patrão, o vizinho, o governo ou a sociedade… Não será mais inteligente inverter esta atitude e questionarmos a nós próprios? Não teremos nós uma parte da responsabilidade em tudo o que nos acontece? Esta maneira de pensar apresenta pelo menos uma vantagem: em lugar de nos pormos no papel de vítimas, somos livre de trabalhar sobre nós mesmos para agir sobre a situação.
Excertos extraídos do livro Diamant de Sagesse do Ven. Mestre Tulku Pema Wangyal Rinpoche, Edições Padmakara

segunda-feira, novembro 10, 2014

9 conceitos a lembrar quando a vida se torna difícil


Inevitavelmente ao longo da vida todos nós enfrentamos momentos difíceis, momentos de recuos, perdas, decepções, angústias, fracassos, alguma forma de doença. Muitos são os acontecimentos que catalogamos como difíceis de ultrapassar. Quando passamos por dificuldades, por vezes, tendemos a não conseguir perspectivar melhorias, e com isso sofremos. Ainda que nem todo o sofrimento possa ser suprimido, se conseguirmos manter uma atitude positiva e uma perspectiva otimista, por certo, o alívio será maior. Com alguns conceitos em mente, é possível atravessar os momentos tumultuosos com mais esperança e resiliência.
Apresento 9 conceitos para levar em consideração quando a vida se torna difícil:

1. Pare de queixar-se por tudo e por nada

Quando a vida está ficando difícil, importa tomar consciência que irá deparar-se com muitos obstáculos ao seu bem-estar. Aceitar a realidade e agir de acordo com os fatos torna-se primordial. Para que isso seja garantido, a primeira coisa que você tem a fazer é parar de reclamar. Não se precipite nesse comportamento de vitimização. Queixar e lamentar-se como se não merecesse o que está a enfrentar, deixa-o numa situação muito vulnerável face ao problema real. Turva-lhe o pensamento, retira-lhe energia e coloca-o num estado de ressentimento crónico. Nada disto irá ajudar a fortalecê-lo para superar o problema. Mantenha-se firme na sua possibilidade de melhorar a situação, fazendo coisas de acordo com aquilo que quer que aconteça. Mantenha-se no caminho da solução, sem reclamação.

2. Não pense no seu problema de forma catastrófica

Não pense no problema de forma catastrófica. Obviamente que nem todos os problemas têm o mesmo impacto na nossa vida, e por vezes saímos a perder. No entanto, a perda é sempre subjetiva, felizmente temos a possibilidade de retirar ensinamentos perante a realidade dos acontecimentos. Na grande maioria das vezes, os problemas que enfrentamos são o caminho para o crescimento e aprendizagem. Exigem de nós, colocam-nos à prova, fazem-nos partir para a ação, experimentar novas abordagens, novas formas de pensar e agir.
Se perante um problema, o aceitarmos enquanto realidade ou manifestação da vida, conseguimos libertar a nossa mente e todos os nossos recursos para o que mais importa, encontrar uma solução ou forma de lidar eficazmente com aquilo que temos entre mãos. Não se esqueça que a sua felicidade é totalmente baseada na sua perspectiva. Então, ou fica a ruminar no problema ou foca-se em encontrar soluções para ultrapassá-lo.

3. Pare de comparar-se com os outros

Em tempos difíceis, costumamos fazer comparações com os outros. Comparar-se por excesso ou por defeito, ou seja, com quem você acha que está melhor, ou com quem você acha que está pior, e isso pode causar-lhe mais problemas do que benefício. Siga os seus valores, os seus interesses, aquilo que lhe é significativo, que o faz sentir-se bem, o que dá sentido à sua vida, aquilo que você necessita. Cada pessoa é única, e você é único na forma como enfrenta as dificuldades, e igualmente naquilo que aprende ou tira proveito. Seja grato pelas coisas que você tem, pelo alimento que come, a roupa que veste, a casa em que vive. Seja grato pelas coisas que asseguram a sua vida. Certamente ter objetivos de alcançar mais e melhor não é prejudicial. No entanto, passa a sê-lo no momento em que contribui para a infelicidade e sofrimento.

4. Tenha fé que as situações mudam

Quando estamos passando por maus momentos, muitas vezes pensamos que não há nenhuma maneira de sairmos disso, pensamos que nada vai mudar. Mas acredite, mudará. Tenha fé em si mesmo, momentos ruins não duram para sempre, de fato, nada permanece para sempre igual. Acredite que as coisas não vão ser assim para sempre. Eles vão mudar, mas você precisa tomar alguma iniciativa para que as coisas mudem de acordo com os seus objetivos. Alinhe as suas ações com a sua fé, permaneça firme e positivo, orientando-se sempre pela “estrela” da solução.

5. Aprenda com os fracassos e erros

Ainda que pareça cliché, aprender com os fracassos será sempre uma palavra de ordem. Se você está falhando, isso significa que você está fazendo algo, você está experimentando alguma coisa. Se você não falhou, isso pode significar que você ainda não experimentou nada. Aprenda com os erros, aprenda a fazer melhor da próxima vez. Observe as pessoas que alcançaram grande feitos e realizações na vida, todas têm histórias de fracassos e erros. Não olhe as suas falhas como desvalorização pessoal ou falta de valor, ao invés, considere-as como novas oportunidades de aprendizagem. Assim, aprenda com os seus fracassos e aproveite cada um deles para perceber o que tem de fazer diferente na próxima oportunidade.

6. Não deixe que a sua felicidade dependa apenas das suas realizações

Quando desejamos muito algo, colocamos toda a nossa energia, atenção e pensamentos nisso. As nossas emoções estabelecem uma forte relação com aquilo que desejamos muito. E, por esse mesmo motivo quando algo não acontece como desejamos, as emoções fazem-se sentir. As emoções negativas expressam-se com grande intensidade e ficamos à sua mercê. Não permita que o seu bem-estar e felicidade dependa exclusivamente dos seus desejos e objetivos. Existem certamente atividades, pessoas e acontecimentos que você dá como garantidos dos quais poderá tirar prazer, satisfação e alegria. Por exemplo, você pode estar a ter problemas em ser promovido, daí advindo mal-estar, mas provavelmente ao mesmo tempo tem amigos que gostam de você, ou vive num país sem guerra, ou tem uma boa relação com os seus pais.
Estou certo que existirão muitos motivos na sua vida para retirar deles alegria, motivação, energia, esperança e força para resolver todos os outros problema que possa estar a enfrentar.

7. Se você quer mudar alguma coisa, comece mudando alguns dos seus comportamentos

Ralph Waldo Emerson disse: ”Nada pode trazer paz, a não ser você mesmo.” Estou certo que alguns acontecimentos exteriores a nós mesmos podem contribuir para a nossa paz interior e bem-estar. Mas, na grande maioria das vezes, a incapacidade de nos comportamos de forma diferente perante as dificuldades é o que nos impede de voltar a sentirmo-nos bem. Esforce-se para perceber de que outras formas poderia passar a agir perante o momento difícil que enfrenta, no sentido de minimizar o seu incómodo.
Sabermos ser flexíveis e adequar o nosso comportamento com o objetivo de aliviarmos a nossa dor emocional, é um comportamento promotor de bem-estar.

8. Celebre as pequenas vitórias

Algumas pessoas estão tão viciadas em monitorizar o ambiente que as rodeia à procura do que está mal, que não têm espaço nas suas mentes para comemorarem as pequenas vitórias do dia a dia. Ao ficar-se obcecado pelos problemas, como se estivéssemos sempre em constante ameaça, o mundo torna-se num lugar ruim para viver. Com este conceito em mente todas as pequenas coisas boas que acontecem na nossa vida passam para segundo plano, ignorando-se tudo o que poderia fazer sentir-nos melhor.
Num estado de ressentimento com o mundo, a pessoa não se permite ser feliz. Não se permite divertir. Permita-se experimentar a felicidade, comemore pequenas vitórias, e mais importante, tente concentrar-se nas alegrias, e não apenas no seu sofrimento.

9. Acredite em você e nas suas ações

Acredito que seja possível a todos nós superarmos a grande maioria dos nossos desafios. Para que isso possa acontecer, nos momentos difíceis temos de permanecer firmes e acreditar em nós mesmos. Não deixe que os problemas tomem conta de você. As suas ações e esforços certamente irão fazê-lo sair do problema. Primeiro, você tem de acreditar nisso. Assim que você acredite, o problema está a caminho de ser resolvido. Coloque-se em ação agora mesmo. Mude o que tiver de mudar, procure a informação que necessitar, aproxime-se das pessoas que possam ajudá-lo. Vá em frente, planifique os seus passos e ações e adote uma atitude virada para a solução.

http://www.escolapsicologia.com/9-conceitos-a-lembrar-quando-a-vida-se-torna-dificil/

sábado, novembro 08, 2014

The Havening Techniques™ FAQs



What are The Havening Techniques™?
The Havening Techniques™ are a healing modality that is designed to help individuals overcome problems that are the consequence of traumatic encoding. The Havening Techniques™ belong to a larger group of treatments called psychosensory therapies, which use sensory input to alter thought, mood and behaviour. The Havening Techniques are a system comprised of protocols and methods that uses touch as a therapeutic tool which we call Havening Touch®. The Havening Techniques™ have three (3) distinct applications, one is for emotional disturbances and encoded psychological trauma, second is for wellness, stress management, and peak performance, and the third is as a self-help tool. Therefore, The Havening Techniques™ can be used within a psycho-therapeutic setting with professional mental health care clinicians that have been fully trained and certified in The Havening Techniques™. In addition, The Havening Techniques™ can be used by non-licensed practitioners as a protocol for coaching sessions, or as a tool in allied health care practice by individuals that have been fully trained and certified in The Havening Techniques™. The Havening Techniques™ can also be used as a self-help technique and shared with family members and friends.


What Types Of Problems Do The Havening Techniques™ Address?
The consequences of traumatic encoding and stressful life events can be physical and psychological. While we can't provide any guarantees, The Havening Techniques™ have been shown to help with... Phobias Chronic pain Distressing memories (broken relationships,shocking news,loss,embarrassment, etc.) Victims of natural disasters ( hurricanes, floods, etc. ) and man-made (war, fire, assault, home intrusion, etc. ) events Anger Fear of Abandonment Grief Cravings PTSD Panic Attacks Emotional eating and many other problems.

Is The Havening Techniques™ Just A Distraction Method?
No, but distraction plays a role in The Havening Techniques™. Each distraction component has a biological correlate. This means there is a purpose to each action. Our experience is that most clients do not believe it will work and are astonished when it does. The strangeness of the method and its effects on their mind makes them ask the following questions.

Are the results of a Session of The Havening Techniques™ Permanent
Yes, we've observed that after successfully applying The Havening Techniques™ it appears to be permanent in most cases. This is because The Havening Techniques™ are designed to alter the biological structure of the brain. The occasional return of symptoms implies either the traumatic core has not yet been found or the problem has been encoded in a different way. In particular, addictive and obsessive/compulsive behaviours, certain pain syndromes and vasovagal (e.g. fainting) issues often need reinforcement or cannot be treated at the present time. No healing method or therapy works for all problems.

Is The Havening Techniques™ A Form Of Hypnosis?
No. The Havening Techniques™ do not involve a hypnotic trance. The client is always aware of their feelings, thoughts, and surroundings and participates participates fully in the process.

Exactly How Does The Havening Technique™ Work?
The consequences of trauma and stressful life events are stored in the brain and are activated by conscious or inadvertent recall. Once this recall occurs, symptoms are generated. This activation also makes the pathway that generates these feelings subject to disruption (see Primer for details). The Havening Techniques™ are designed to disrupt this pathway through a process called synaptic depotentiation; literally, it is as if we darken a room by pulling a plug on a lit lamp. After performing The Havening Techniques™ the emotions and sometimes even the ability to recall the memory can be extinguished.

What If My Client Or I Feel Uncomfortable About Touching?
Havening Touch® involves a simple touch of the hands, upper arm and face. Even though a trusted practitioner will be performing Havening Touch® , it is essential that permission be obtained for this aspect of the session.There are certain circumstances where the practitioner or the client may not wish to touch or be touched. This is not a problem as the client can self-apply Havening Touch® . These techniques are demonstrated in the videos.

The Havening Techniques™ FAQs (page two)


How Is Havening Technique™ Different From TFT, EFT and EMDR?
Even though these approaches look similar, the Havening Technique appears to produce a more rapid response and cause less distress for the client than TFT, EFT and EMDR. In large part we believe this is due to the comprehensive understanding of the underlying neurobiology for the Havening Technique. In addition, the Havening Technique has different modalities that make it possible to accelerate healing. In short, the Havening Technique has been designed as a powerful, biologically engineered healing method. EFT and TFT are innovative energy oriented theraphy, coaching, and self-help techniques based on the newly emerging field of energy psychology. Energy psychology methods are designed to assess where the body's energies are blocked or not in harmony and then correct and balance the flow of these energies thereby aligning the body's natural energies. they use ancient Chinese meridian system with a gentle tapping procedure which stimulates designated end points on the face and body while saying specific phrases and focusing on issues of emotional intensity in order to release the intensity and re-frame the issues. EMDR, which involves eye movements, does not possess a variety of methods and techniques, which are so important in the Havening Technique.

Is The Havening Technique™ Dangerous?
Every healing method therapy has side effects. Therefore, if you have experienced a serious trauma or have psychological disorder, we recommend using the Havening Technique only with a professional mental health care provider that have been fully trained and certified in the Havening Technique. Potential risks with using the Havening Technique include in-session abreactions (crying, anger, physical movements), post-havening lightheadedness and rarely, a worsening of symptoms or emotional numbing. These last two effects are a consequence of bringing to awareness long since forgotten, but biologically active memories. These should be treated by a qualified mental health practitioner. In addition, highly traumatized individuals who use anger as defense may become agitated by the premature removal of their protective anger and which may increase their distress. If you choose to use to use the Havening Technique as a self-help tool, it is possible to experience some emotional distress and/or physical discomfort and additional unresolved memories may surface during or after using the Havening technique that can be perceived as negative. Emotional material may continue to surface after using the Havening Technique indicating other issues may be addressed. If you inadvertently experience any distressing reactions or negative side effects, you are strongly advised to stop using the Havening Technique and to seek appropriate professional help.

Is The Havening Technique™ Easy To Learn?
Yes. The Havening Technique protocols and methods are easy to learn. The difficult part, which takes practice and skill, is locating where the core elements of the trauma lie. Like all healing methods, experience and intuition play a major role.

How Can I Learn More?
One should start with purchasing and studying the material available on this website. This package will give you what is needed to apply the Havening Technique. Like any other skill, the more often you use it the better you become. From time to time the website will offer ideas on how to overcome complicated issues.

How Do I Start?
Please start by finding the open-minded skeptic in yourself. After learning the Havening Technique educate yourself as to what your legally defined scope of practice is if you want to use it in a professional therapeutic setting. For example, if you are a licensed mental health care professional you may use the Havening Technique to treat psychological disorders. If you are a professional coach, you can use the Havening Technique to help clients achieve their goals and for peak performance. Of course, the Havening Technique is also available to you as a self-help tool. If after learning the Havening Technique you believe it is something you would like to incorporate into your practice, we invite you to enroll in our Havening Technique Certification Program which will give you the right to advertize and identify yourself as a certified Havening Technique™ Practitioner.