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quarta-feira, novembro 13, 2013

Desocupe sua mente e tenha paz

consumismo
Regis Mesquita
O ser humano não consegue manter na consciência, ao mesmo tempo, um grande conjunto de informações.
Ele privilegia algumas informações e despreza outras. Este é o motivo pelo qual a maior parte das pessoas, quando estão procurando o número de uma casa, abaixa o som do rádio do carro. Aparentemente uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas, é assim que o cérebro funciona, ele precisa  “liberar” espaço na mente para a consciência se focar mais intensamente na procura do número.
Se o som de rádio pode ocupar espaço precioso da consciência, o que dizer dos pensamentos/sentimentos que impregnam a mente durante dias, meses ou anos.
Estes pensamentos podem dominar a mente e tornar as pessoas viciadas nas sensações e sentimentos que eles propiciam. Isto faz com que elas se interessem e mantenham na consciência as informações que justificam os pensamentos dominantes em suas mentes. Uma pessoa com ideias fixa em violência precisará de informações relacionadas a este tema; ele precisa deste conteúdo para manter seus pensamentos, sensações e sentimentos focados no tema violência. É um vício que faz com que ele despreze as outras informações e se mantenha fortemente relacionado a estas.
As informações desprezadas são de vários tipos. Aqui no Blog Caminho Nobre existe uma preocupação especial com as informações que são emanadas pelo espírito e que não conseguem espaço para influenciar de modo mais relevante a consciência.
A mentalização abaixo está relacionada à necessidade de desocupar a mente para que as informações do espírito possam ter maior presença na vida da pessoa.



Comece com um questionamento:
“O que mais ocupou a minha mente até este momento do meu dia?”
Observe os temas que ocuparam sua mente. Talvez você não perceba outra forma de agir e pensar. Agora é a hora de ter CONFIANÇA de que você não precisa destes pensamentos te controlando.


“Eu confio!
Confio que posso ficar sem me ocupar com estes pensamentos.
Eu confio! Mesmo que seja difícil confiar.
Me desligo destes pensamentos e respiro fundo e lentamente.
Eu confio, por isto não penso em nada.
Eu me entrego para o esforço de parar todo pensamento.
Não substituirei por nenhum outro pensamento.
Deixarei vir o vazio. Confio que é ele que me desligará destas preocupações.
Agora entendo que sou viciado nestes pensamentos.
Procurarei minha paz aceitando criar o vazio.
Por isto, decido parar estes pensamentos todas as vezes que eles vierem.
Eu confio que o vazio é curador.
Vou produzir a paz dentro de mim, vou parar estes pensamentos”


Regis Mesquita

[Mentalização 27, do blog Caminho Nobre].


A confiança é fundamental para atingir o nível mais profundo de desapego das preocupações.
Quando você tenta criar o vazio, paralisa os pensamentos, sua mente tenta boicotar esta paralisia de várias formas. Lembre que sua mente está viciada nestes pensamentos. Ela lutará para manter tudo igual.
Tenha perseverança e mantenha esta mentalização por meses, até que a sua mente se acostume com o prazer de entrar no vazio.
Não tente substituir um pensamento por outros. No início pode ser bom, mas depois inviabilizará as transformações mais importantes. Mantenha-se firme na criação de um vazio.

A ideia é gerar paz e menos tensão.  Conquiste a serenidade e clareza mental não permitindo que sua mente fique tagarelando.
Lembre: o vazio passará a ocupar uma parte do seu dia. Junto virá a clareza mental, que você usará para superar desafios. Também haverá espaço para o cultivo de pensamentos e sentimentos nobres; pensamentos de gratidão, por exemplo.

Fonte: http://caminhonobre.com.br/2013/09/21/desocupe-sua-mente-e-tenha-paz/

quinta-feira, agosto 29, 2013

DEIXEM-ME EM PAZ



Existem muitas coisas sobre as quais nós não temos absolutamente nenhum controlo e que seguramente têm o potencial de influenciar significativamente as nossas vidas. Já que assim é, em relação às coisas sobre as quais ninguém tem controlo, impõe-se a pergunta: devemos simplesmente sentar e deixar acontecer? Sim e não. Deixar acontecer, sim. Sentar, não. Ainda há dias ouvimos da boca de uma pessoa, por sinal nossa Cliente, a seguinte afirmação: “Estou a conquistar mais paz e tranquilidade na minha vida. Descubro a força que existe nas minhas expressões verbais e posso ser mais honesto comigo mesmo e com os outros”. Wonderfeel, isn’t it ?! ;)  Será que com isto esta pessoa se sente agora mais reconfortada? Mais flexível? Confiante na vida? Se assim é, maravilha! Pois para outra coisa não existimos ou estamos aqui. Deixar-nos em paz, deixar-nos fluir, deixar-nos desabrochar, deixar-nos de tretas e descobrir que todos somos a maravilha em potência é algo que cada vez mais hoje está disponível a todos. É que sabem? Ciclicamente, em todos os períodos de “crise” na História, se verifica o mesmo: quanto mais preto, mais branco, quanto mais mal, mais bem, quanto pior, melhor! Sempre existiu e existirá este equilíbrio de forças dinâmico entre “aquilo” que no mesmo momento ou nos consegue pôr para baixo e “aquilo” que surge ou ressurge para nos colocar em cima. Basta olhar e ver. O mundo é redondo e o lugar que parece ser o fim pode bem ser o começo…

Não importa quão fora do seu controle as coisas possam estar, não importa quão impotente você se sente ou encontra diante de uma situação, o facto, porém, é que podemos sempre ter no controlo a maneira como responder a esta circunstância. Até mesmo diante da mais aparente desesperançada situação, a esperança está sempre presente. Porquê? Porque a esperança não reside em circunstâncias, ela nasce e faz-se presente no coração. Neste sentido, ninguém pode tirar de si aquilo que existe no seu interior. É tão fácil perder de vista aquilo que é importante! Dance lentamente… Alguma vez observou crianças num carrossel? Ou ouviu a chuva a bater nas janelas? É relaxante… Alguma vez já seguiu o voo errático de uma borboleta? Ou fixou o olhar no sol do crepúsculo? Que beleza… Talvez seja melhor abrandar o passo… Não dance tão depressa… o tempo é curto e a música um dia acaba. Quando pergunta a alguém “Como vai?”, escuta realmente a resposta?... Quando o dia acaba e se tem na cama, consegue dormir ou só pensa no que tem a fazer a seguir? Abrande o passo… O que acontece quando diz a uma criança “Vamos deixar isto para fazer amanhã”, já reparou? Na sua correria, nem viu a tristeza no olhar dela…? Quantos contactos ou amizades deixou morrer por nunca ter tido tempo para ligar e dizer “Olá!”… Deixe-se em Paz…

Quando se preocupa (ou melhor, pré-ocupa) o dia todo, tem noção que é um presente que não abre? Um presente atirado fora… O futuro não é destinado, é construído. Pelo menos para alguns. E é construído sabemos nós bem por quem. Por si. Como? Com pequenas decisões e pequenas acções tomadas a cada segundo do dia. Se você for dono dos seus segundos, sê-lo-á das suas horas, dos seus dias, semanas, meses e anos. Será dono da sua vida, do passado, do presente e do futuro. Portanto abrande um pouco… plante o seu jardim e decore a sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores. É aí que aprende que se pode realmente suportar a si próprio… e que é forte, e que pode ir muito mais longe depois de ter achado que não podia mais… E que realmente a vida tem valor… e que você tem valor para a vida! Apesar de muitas coisas estarem para além do seu controlo, o que poderá fazer com as circunstâncias é algo que só você pode decidir.

Fonte: www.wonderfeel.pt