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segunda-feira, setembro 30, 2019

7 maneiras de lidar com os pensamentos negativos

A maioria de nós gasta muito tempo dentro da nossa própria mente. Preocupamo-nos com o futuro, ruminamos sobre os eventos passados, e, mais do que deveríamos, focamos a atenção nas partes da vida que nos deixam insatisfeitos. Os pensamentos negativos ou indesejados ao tomarem conta da sua mente retiram-lhe a possibilidade de apreciar as boas experiências da vida, retiram-lhe o foco no que é importante, e drenam a sua energia. Podem fazer você se sentir ansioso e deprimido. A boa notícia é que com a prática dedicada, você pode substituir padrões de pensamento negativo para pensamentos que realmente possam ajudá-lo. E isso pode fazer uma enorme diferença na sua felicidade e bem-estar.  
Experimente estas 7 maneiras de gerenciar (e diminuir) os seus pensamentos negativos:

1. Reconheça as distorções do pensamento

As nossas mentes têm formas inteligentes e persistentes de nos convencer de algo que não é realmente verdadeiro. Esses pensamentos imprecisos reforçam o pensamento negativo. Mas se você conseguir reconhecê-los, pode aprender a desafiá-los. Apresento cinco distorções do pensamento mais comuns:
  • Pensamento preto e branco: Vendo tudo de uma forma ou de outra. Você coloca as pessoas ou situações em categorias (ou desta ou daquela), sem tons de cinza. Se o desempenho fica um pouco aquém do ideal, você vê-se como um fracassado total.
  • Personalização: Você assume que é culpado por qualquer coisa que dá errado, como pensar que alguém não sorriu para você porque fez algo para perturbá-lo. (É mais provável que a pessoa esteja tendo um dia difícil e o humor dela não tem nada a ver consigo.)
  • Filtragem: Escolhe ver apenas o lado negativo de uma situação, ignorando todas as coisas boas e positivas que aconteceram.
  • Catastrofização: Assumir que o pior resultado possível vai acontecer.
  • Tirar conclusões precipitadas. Sem que as pessoas lhe informem, você julga saber o que elas estão sentindo e porque agem de determinada forma e quais as razões que suportam isso. Mais especificamente, você acredita ser capaz de determinar como as pessoas estão se sentindo em relação a si mesmo. Por exemplo, você pode antecipar que as coisas vão sair mal, convencendo-se de que a sua previsão já é um fato estabelecido.

2. Desafie os pensamentos negativos

Sempre que você tem um pensamento distorcido, pare e avalie se ele é preciso. Pense em como iria responder se um amigo falasse sobre si mesma dessa maneira. Você provavelmente iria oferecer uma boa refutação para a sua visão negativa! Aplique a mesma lógica aos seus próprios pensamentos. Pergunte a si mesmo se você está assumindo que o pior vai acontecer ou culpar-se por algo que não tenha acontecido da maneira que você queria. Depois pense em outros possíveis resultados ou razões que possam acontecer de forma diferente daquela que você esperava.

3. Desapegue-se dos seus pensamentos negativos

É possível aprender a se separar dos pensamentos negativos. Uma maneira de fazer isso é permitir-se a ficar um determinado tempo (talvez cinco minutos) com os seus pensamentos negativos, sem os alimentar, sem os julgar. Em seguida, tome consciência que você não se resume aos seus pensamentos negativos. Você é quem pode pensar acerca dos seus próprios pensamentos. Assim sendo, se você apanha a si mesmo a pensar negativamente e isso o perturba, ou não corresponde à realidade, faça uma pausa e concentre-se em outros pensamentos mais adequados e benéficos.  

4. Liberte-se do julgamento

Todos nós julgamos a nós mesmos e aos outros, e geralmente acontece inconscientemente. Constantemente comparamo-nos com outras pessoas ou comparamos nossas vidas com algum ideal, e tudo isso apenas gera insatisfação. Quando você é capaz de deixar de julgar (não é fácil, mas possível), provavelmente vai se sentir mais à vontade. Algumas maneiras de fazer uma pausa dos pensamentos críticos incluem reconhecer sua própria reação, observá-la e, em seguida, deixá-la ir. Outra técnica útil é construir um “juízo positivo“. Isso significa que quando você notar que está julgando negativamente uma pessoa, a você mesmo ou uma situação, procure uma qualidade positiva também.

5. Pratique a gratidão

O sentimento de gratidão tem um grande impacto no seu nível de positividade e felicidade. Mesmo quando você está enfrentando um momento desafiador em sua vida, geralmente pode encontrar coisas (mesmo pequenas coisas) para ser grato. Não tem que ser uma lista exaustiva, mas perceber as coisas que estão indo bem e fazer você se sentir feliz vai mantê-lo em contato com tudo o que tem de bom e é significativo na sua vida. Manter um diário de gratidão e escrever algumas coisas nele todos os dias é uma maneira fácil e eficaz de fazer isso. 

6. Concentre-se em seus pontos fortes

À nascença vimos com um cérebro especializado em focar-se em tudo o que é negativos, pois isso aumenta a possibilidade de sobrevivência. Mas quanto mais você puder praticar o foco em seus pontos fortes e não ruminar exageradamente nos erros que cometeu, naquilo que não aconteceu como desejava, ou está de errado na sua vida, mais fácil será sentir-se positivo sobre si mesmo e sobre a direção que sua vida está tomando. Se você se encontra tendo recorrentemente pensamentos perturbadores sobre sua personalidade ou ações, faça paragem de pensamento e mude o seu foco para algo que você gosta ou faz bem.

7. Pratique a autocompaixão

Autocompaixão significa ter alguma amizade, generosidade e simpatia por você mesmo. Não é autopiedade, mas sim um reconhecimento e aceitação da sua humanidade, da sua imperfeição, e da sua capacidade para o sofrimento.  No fundo, é aceitar a sua condição de ser humano. É empatia com você, do mesmo jeito que tem para o seu melhor amigo ou parceiro. Você pode dizer para si mesmo: “Tudo fica mais difícil quando penso e me sinto neste estado.” A aceitação da nossa condição enquanto ser humano, surte o mesmo efeito que o abraço de uma mãe tem quando reconforta o seu filho.
Estes passos podem não funcionar para todas as condições se a pessoa já tiver um padrão mental negativo demasiado instituído, e com isso possa ter desenvolvido algum transtorno psicológico ou uma autocrítica demasiado profunda. Mas acredito ser incrivelmente eficaz em muita situações e para muitas pessoas. Como eu digo no meu livro, Como Mudar a Sua Vida Para Melhor:
“Quanto mais compaixão e aceitação você tiver com o seu pensamento negativo, mais fácil será dissolvê-lo e seguir em frente.”


Por Miguel Lucas em Psicologia Positiva

domingo, setembro 22, 2019

Está à beira do abismo emocional? Saiba como recuperar o controle


Você já passou por um momento emocional caótico, onde se sentiu como se estivesse prestes a desacreditar na vida? Já se sentiu a ficar desesperado? Que a situação que está vivendo parece estar puxando você para baixo? Certamente muitos de nós em algum momento das nossas vidas entramos neste caos emocional. Tudo parece ir no sentido contrário e os caminhos tornam-se tortuosos. Isso pode levar-nos a desejar encontrar uma solução imediata. Entramos num pensamento ansioso de rapidamente resgatarmos o equilíbrio emocional.
Nestes períodos difíceis, usualmente a pessoa fica à mercê de um duplo problema, constituído pelo sofrimento emocional criado pela situação que enfrenta e ao mesmo tempo pela tentativa frenética de voltar a sentir-se bem. Por vezes, é exatamente na busca de melhoria imediata que o próprio problema aumenta, pois a pessoa constata que não consegue restabelecer o seu equilíbrio tão rápido quando desejaria e necessita.

Recuperar o controle emocional

Nem sempre conseguimos controlar o que está acontecendo ao nosso redor. O que mais importa ser feito durante esses tempos de sofrimento é tentar manter-se consciente das dificuldades que enfrenta para poder ajudar a si mesmo. Esse processo é muito individualizado, mas ajuda saber, que estar disposto a descobrir o que é útil para você, em particular, poderá ser o início do seu processo de recuperação.
No vídeo que se segue, respondo a dois leitores onde explico algumas formas eficazes de lidar com os momentos de desequilíbrio emocional e/ou problema emocionais, alertando ainda para os erros e equívocos que usualmente se comete na tentativa de melhorar e superar os problemas que se enfrenta.
Se você é uma das pessoas que luta com alguma dificuldade ou problema emocional há mais de seis meses, e não tem melhorado, ou procura uma “cura milagrosa“, pondere assistir ao meu vídeo, lá explico alguns dos erros que pode estar a cometer para não conseguir melhorar o estado em que se encontra.



Fonte:

quinta-feira, março 24, 2016

Liberte a sua mente de vez

O método que neutraliza pensamentos autodestrutivos e que lhe diz o que (não) fazer para ser emocionalmente mais forte e saudável
Se conseguirmos ajustar o tom e o conteúdo das nossas conversas interiores e a maneira como avaliamos o que nos acontece, podemos
revolucionar a nossa vida.
A tarefa não é fácil, implica uma enorme persistência e uma boa dose de exigência e concentração mas, sim, é possível aprendermos a pensar bem
para viver melhor.
A ideia é defendida no livro «A arte de não amargar a vida», recentemente lançado no nosso país pela editora Pergaminho, da autoria do psicólogo
Rafael Santandreu. Nele, o autor transporta para a vida do leitor, numa linguagem muito empática, casos reais, conselhos práticos e diretrizes da
terapia cognitiva, usada nos consultórios de psicologia para que «nos transformemos em pessoas mais saudáveis e fortes».
Partilhamos consigo um capítulo central da obra dedicada à «rotina do debate», que permite identificar o que pensamos de forma errada, contra-argumentar e desenvolver uma nova forma de interpretar o mundo. Muito mais feliz.

Identifique as suas crenças irracionais.

Analise o que lhe causa mal-estar emocional no dia a dia (como, por exemplo, ficar parada no trânsito ou ser repreendida pelo chefe publicamente) e descubra quais as ideias/crenças irracionais que estão na sua origem (como achar que o mundo seria perfeito se não existissem engarrafamentos ou encarar
de forma desproporcionada a atitude do chefe como algo horrível).

Combata as crenças irracionais

O objetivo é provar a si própria que a crença irracional está errada. «Esta transformação deverá apoiar-se em argumentos e não simplesmente num tipo de pensamento positivo», explica o autor. Quantos mais argumentos contradisserem a ideia que lhe causa mal-estar, melhor. Para ter sucesso,
pode usar diferentes estratégias.

Estabeleça a crença racional

Nesta terceira fase, o nosso objetivo será acreditar nela tão profundamente quanto nos seja possível. Para isso procurámos os argumentos ao nosso
alcance no passo 2.

Argumento na comparação

Questione-se se existem outras pessoas que são felizes na mesma situação. «Todas aquelas que partilham a nossa adversidade e se encontram
emocionalmente bem são a prova de que o nosso problema não é assim tão grave. Com este argumento, é possível convencermo-nos de que a nossa situação não é razão para não sermos felizes», refere Rafael Santandreu.
«Podemos, ainda, comparar-nos com pessoas que enfrentam dificuldades muito maiores e que, todavia, são felizes», pode ler-se no livro.

Argumento existencial

Pergunte-se se, numa vida tão curta e com tão pouco sentido (ou que tem um sentido metafísico desconhecido para os seres humanos), esta adversidade de que fui alvo é assim tão importante? Num universo infinito de planetas e estrelas que nascem e morrem sem cessar, existe alguma coisa que seja realmente dramática? Depois disto chegamos à conclusão existencial de que não há nada horrível num universo como o nosso.
Esta lógica, que é desconcertantemente real, permite que nos distanciemos de nós próprios». «O argumento existencial pode igualmente
levantar-se em relação à finitude da nossa existência. Poderemos perguntar-nos o que terá acontecido comigo e com o problema que me preocupa daqui a cem anos?.
«Efetivamente, meditar na própria morte (...) e dá origem a uma profunda serenidade», defende Rafael Santandreu.

Argumento das possibilidades

Pense se, apesar desta adversidade, poderia atingir objetivos interessantes para si e para os outros. «Quase sempre temos ao nosso alcance múltiplas
possibilidades de desfrutar a vida; mas isso se não perdermos tempo a lamentar-nos cheios de amargura», considera Rafael Santandreu. «Na terapia cognitiva, costumamos rever com o paciente as áreas em que ele se poderia desenvolver apesar da adversidade de que foi vítima.
Revemos oito áreas: trabalho, amizade, aprendizagem, arte, ajuda aos outros, amor sentimental ou familiar, espiritualidade e lazer», acrescenta.

4 passos para ter sucesso

Regra 1

«É preciso desenvolver uma rotina de trabalho que apresente todos os dias um pequeno desafio, mudar as crenças irracionais mais difíceis de serem mudadas, fazê-lo cada vez com maior intensidade e deixar que o tempo passe», defende Rafael Santandreu.

Regra 2

«É preciso insistir que se trata de nos «convencermos das crenças racionais; não é suficiente repeti-las como um papagaio», refere o autor.
«A terapia cognitiva é uma terapia de argumentos, não um exercício de pensamento positivo», acrescenta ainda.

Regra 3

«Existem vários argumentos lógicos que nos irão auxiliar no combate às crenças irracionais. A melhor estratégia pode ser começar por escolher os que são mais convincentes para cada um de nós e, nos dias seguintes, irmos acrescentando novas razões», considera.

Regra 4

«A prova de que este exercício foi corretamente realizado será o facto de sentirmos as nossas emoções mudarem?», questiona ainda Rafael Santandreu.

Texto: Nazaré Tocha

sábado, junho 13, 2015

Transforming Feelings

The first step in dealing with feelings is to recognize each feeling as it arises.  The agent that does this is mindfulness.  In the case of fear, for example, you bring out your mindfulness, look at your fear, and recognize it as fear.  You know that fear springs from yourself and mindfulness also springs from yourself.  They are both in you, not fighting, but one is taking care of the other.

The second step is to become one with the feeling.  It is best not to say, "Go away, Fear.  I don't like you.  You are not me."  It is much more effective to say, "Hello, Fear.  How are you today?"  Then you can invite the two aspects of yourself, mindfulness and fear, to shake hands as friends and become one.  Doing this may seem frightening, but because you know that you are more than just your fear, you need not be afraid.  As long as mindfulness is there, it can chaperone your fear.  The fundamental practice is to nourish your mindfulness with conscious breathing, to keep it there, alive and strong.  Although your mindfulness may not be very powerful in the beginning, if you nourish it, it will become stronger.  As long as mindfulness is present, you will not drown in your fear.  In fact, you begin transforming it the very moment you give birth to awareness in yourself.

The third step is to calm the feeling.  As mindfulness is taking good care of your fear, you begin to calm it down.  "Breathing in, I calm the activities of body and mind."  You calm your feeling just by being with it, like a mother tenderly holding her crying baby.
Feeling his mother's tenderness, the baby will calm down and stop crying.  The mother is your mindfulness, born from the depth of your consciousness, and it will tend the feeling of pain.  A mother holding her baby is one with her baby.  If the mother is thinking of other things, the baby will not calm down.  The mother has to put aside other things and just hold her baby.  So, don't avoid your feeling.  Don't say, "You are not important.  You are only a feeling."  Come and be one with it.  You can say, "Breathing out, I calm my fear."

The fourth step is to release the feeling, to let it go.  Because of your calm, you feel at ease, even in the midst of fear, and you know that your fear will not grow into something that will overwhelm you.  When you know that you are capable of taking care of your fear, it is already reduced to the minimum, becoming softer and not so unpleasant.  Now you can smile at it and let it go, but please do not stop yet.  Calming and releasing are just medicines for the symptoms.  You now have an opportunity to go deeper and work ontransforming the source of your fear.

The fifth step is to look deeply.  You look deeply into your baby--your feeling of fear--to see what is wrong, even after the baby has already stopped crying, after the fear is gone.  You cannot hold your baby all the time, and thereforeyou have to look into him or her to see the cause of what is wrong.  By looking, you will see what will help you begin to transform the feeling.  You will realize, for example, that the suffering has many causes, inside and outside of the body.  If something is wrong around the baby, if you put that in order, bringing tenderness and care to the situation, the baby will feel better.  Looking into your baby, you see the elements that are causing him or her to cry, and when you see them, you will know what to do and what not to do totransform the feeling and be free.

This is a process similar to psychotherapy.  Together with the patient, a therapist looks at the nature of the pain.  Often, the therapist can uncover causes of suffering that stem from the way the patient looks at things, the beliefs one holds about oneself, one's culture, and the world.  The therapist examines these viewpoints and beliefs with the patient, and together they help free the patient from the kind of prison he or she has been in.  But the patient's efforts are crucial.  A teacher has to give birth to the teacher within his or her student, and a psychotherapist has to give birth to the psychotherapist within the patient.  The patient's "internal psychotherapist" can then work full-time in a very effective way.

The therapist does not treat the patient by simply giving him another set of beliefs.  She tries to help him see which kinds of ideas and beliefs have led to his suffering.  Many patients want to get rid of their painful feelings, but they do not want to get rid of their beliefs, the viewpoints that are the very roots of their feelings.  So therapist and patient have to work together to help the patient see things as they are.  The same is true when we use mindfulness totransform our feelings.  After recognizing the feeling, becoming one with it, calming it down, and releasing it, we can look deeply into its causes, which are often based on inaccurate perceptions.  As soon as we understand the causes and nature of our feelings, they begin to transform themselves.

terça-feira, maio 05, 2015

VOCÊ QUER DAR UM EMPURRÃO NA SUA VIDA?

A vida nem sempre avança de acordo com aquilo que pretendemos. Muitos podem ser os acontecimentos que nos mandam abaixo, que nos deprimem ou nos deixam ansiosos e com isso instalar-se a desesperança. Quero dizer-lhe que se você está a passar por momentos difíceis, e o sofrimento emocional tem vindo a ser uma constante, o alívio é possível. Ainda que nem todo o abatimento possa ser suprimido, se conseguirmos manter uma atitude positiva e uma perspectiva otimista, por certo, o alívio será maior. A nossa vida é suportada pelos nossos pensamentos. A forma como organizamos o nosso raciocínio influencia fortemente a forma como agimos e as ações que tomamos na nossa vida. É como base nesta ideia que apresento alguns conceitos a ter em consideração na hora de você necessitar de dar um empurrão na sua vida.
Todas as ideias apresentadas neste artigo foram retiradas do meu livro: “Como Mudar a Sua Vida para Melhor.” Para adquirir o livro clique no link em baixo:

LEMBRE-SE DA SUA FORÇA

Quando você está a sentir-se para baixo, perceba a relação que existe com os acontecimentos da sua vida, certamente tem uma razão de ser. O que esse abatimento diz acerca daquilo que você valoriza, das suas expectativas, daquilo a que dá significado, das suas necessidades e frustrações? Aceda a esse conhecimento acerca de si mesmo e da sua situação de vida. Entenda que você não é o seu abatimento, que ele se faz sentir em forma de emoção, e que você tem de fazer o trabalho de tradução dessa informação. Celebre esse fato. Depois acione a sua capacidade de melhorar o seu humor, lembre-se da sua força, das coisas boas que permanecem na sua vida. Isso não resolve o seu problema, mas coloca-o num estado de espírito capacitador. Envolvido nesse espírito caminhe para onde pretende chegar, alcançar ou conquistar.

VOCÊ NÃO NECESSITA DE TER TUDO O QUE PRETENDE PARA SER FELIZ

Quando focamos a nossa felicidade no futuro, em algo que queremos alcançar para sermos verdadeiramente felizes, podemos entrar num caminho tortuoso e miserável. “Só vou ser feliz quando tiver a casa dos meus sonhos.” Neste exemplo, a pessoa faz uma afirmação absolutista ancorada a um objetivo específico, colocando todas as outras áreas da sua vida em segundo plano. Coloca um filtro extremamente redutor, quer em termos temporais, quer em termos de outros objetivos alcançados ou prazeres experienciados. Nesse meio tempo, é usual a pessoa sentir-se miserável porque a casa onde vive não cumpre os padrões pretendidos. Se este tipo de pensamento for sendo aplicado ao longo do tempo e generalizado a outros objetivos que a pessoa se proponha, a obsessão instala-se e a felicidade é afetada negativamente.
Cuidado com este ciclo de pensamento a que podemos chamar de armadilha da felicidade. Mesmo que a pessoa atinja os seus objetivos, por exemplo, compre a casa dos seus sonhos ou ganhe mais dinheiro, rapidamente se propõe a outros objetivos e encontrará novos motivos para continuar infeliz e a sentir-se miserável. Ainda que seja saudável e benéfico traçar objetivos e propor-nos a novos desafios que possam gerar bem-estar e contribuir para a nossa felicidade, é contraproducente colocar a totalidade da nossa satisfação de vida na obtenção de um resultado específico.

DEIXE DE FOCAR A SUA ATENÇÃO APENAS NAQUILO QUE VAI MAL

Aquilo em que focamos a nossa atenção expande-se. Se você desenvolveu um filtro demasiado afunilado para tudo o que possa estar mal, para os erros e fracassos, para os seus e os dos outros, certamente está a ser alvo de estímulos negativos. Não quero passar a mensagem que não devemos prestar atenção para aquilo que não está bem na nossa vida, ou que não devemos analisar os erros que cometemos. Ter consciência do que acontece de negativo na nossa vida pode ser vantajoso. No entanto, não deveremos ficar presos apenas nos cenários negativos. O que importa fazer é analisar o que precisa de ser melhorado, reparado ou aprendido e depois orientar a atenção e recursos para a construção de uma solução. Ficar a ruminar nos erros ou nas coisas ruins, alimentar tudo isso e desenvolver uma crítica negativa destruidora, nada de bom trás à pessoa que desenvolve essa forma perniciosa de olhar a vida.
 Nova Vida

LIBERTE-SE DA AUTOCRÍTICA NEGATIVA

Esta é uma armadilha que é fácil cair, porque nós facilmente associamos o nosso comportamento com a nossa identidade pessoal. Na posse de alguns comportamentos que nos podem ter conduzido à situação crítica, e exacerbado pelos sentimentos negativos presentes, tendemos a construir um diálogo interno autocrítico. A autossabotagem promove o stress e este não só corrói os nossos recursos emocionais, como também tem uma influência negativa sobre a forma como nos conduzimos e a maneira como reagimos aos outros e até mesmo aos nossos comportamentos e ações. Se quando nos encontramos numa fase critica da nossa vida queremos que os outros nos deem o benefício da dúvida e resistam à tentação de nos julgar, não devemos estar dispostos a fazer o mesmo?
Monitorize o seu diálogo interno, não se deixe ser demasiado duro consigo. Seja o seu principal aliado. Tente não culpabilizar-se, mas sim responsabilizar-se pelas ações que possam melhorar o estado em que se encontra. Se a sua voz crítica negativa ecoa na sua cabeça, orientando os seus pensamentos de forma destrutiva promovendo sentimentos negativos, certamente não o ajudará em nada. É primordial que reoriente essa voz, de forma a que o possa capacitar para a ação. E igualmente para a procura de soluções que possam fazer com que se sinta melhor.

NÃO FIQUE PRESO NO SEU PASSADO

Muitas das coisas que estão na origem do nosso sofrimento emocional não são visíveis a olho nu. Mágoas e cicatrizes invisíveis oriundas de decepções acerca de nós mesmos e dos outros podem levar a questionarmos as escolhas passadas, fazendo questões como: “porquê”, “Porque não”, “Porque é que eu não”, e “Se pelo menos”, “Estas coisas só acontecem comigo.” Apesar do fato de percebermos que nada pode mudar o passado (os acontecimentos vividos), às vezes parece quase impossível “ultrapassar” esses sentimentos dolorosos de oportunidades perdidas, chances falhadas, escolhas ruins, amizades e relacionamentos quebrados e irrecuperáveis​​. O profundo sentimento de perdas e desilusões, promovem a dúvida acerca das capacidades para superar o problema.
Ainda que não seja possível mudar e/ou apagar os acontecimentos dolorosos vividos no passado, é possível reinterpretar a dor e a perda de forma a libertarmo-nos da mágoa. Apesar de não podermos alterar o que aconteceu, é possível reinterpretar esses acontecimentos de forma a que possamos aceitá-los, percebê-los e superá-los. Ao entrar neste processo de superação de situações consideradas traumáticas ou angustiantes, você deixa de ser refém do seu passado menos bem conseguido.

MUDE O QUE PRECISA DE SER MUDADO

Ganhar uma noção clara do que se quer mudar é o primeiro passo a ser dado. Quer mudar um hábito de vida que tem vindo a comprovar-se como prejudicial? Quer mudar a sua forma de relacionar-se com o seu parceiro? Quer deixar de fumar? Quer passar a fazer reciclagem do lixo? Quer passar a estudar um pouco todos os dias? Quer iniciar uma poupança? Primeiro certifique-se do que pretende mudar. Em seguida questione-se acerca das razões que o levam a querer mudar. Qual o significado que essa mudança vai ter na sua vida, no seu dia a dia, na sua relação consigo mesmo, com os outros e com o mundo? Quem vai beneficiar? Você, a sua família, os seus amigos, o seu vizinho, o seu patrão, a comunidade?
Para que a mudança possa ser efetiva e duradoura, fique bem ciente dos seus motivos, eles são um forte gatilho para a ação. Saber os motivos da sua mudança irá alimentar a sua atitude e impulsionam-no a fazer coisas que facilitam a obtenção daquilo que deseja alcançar.

PROMOVA A SUA MOTIVAÇÃO

Como referi anteriormente, saber os motivos pelos quais pretende fazer a sua mudança é um fator preponderante no caminho do sucesso. Quando nos sentimos desmotivados, sentimos menos energia, sentimos menos conexão ao objetivo traçado. Podemos até mesmo sentir dúvidas se conseguiremos alcançar aquilo a que nos propusemos. Evidentemente que num estado psicológico abatido ficamos numa situação desvantajosa. Se no seu caminho de mudança se debate com a desmotivação, pare. Pare tudo por momentos. Pare o tempo suficiente para reavaliar os seus motivos, consciencialize-se do que quer mudar, porque quer mudar e quando quer, refresque a sua memória, visualize os seus motivos e o quão pretende alcançar o resultado que a sua mudança irá proporcionar.

FAÇA VALER O SEU QUERER

Imagine, idealize e perspective o seu querer,
Lapide-o, passe-o a pano, dê-lhe lustre,
Olhe para o seu querer, e perceba que foi forjado nos seus valores, objetivos e significados de vida mais profundos,
Não é um querer qualquer, não me refiro ao querer ter isto ou aquilo,
Refiro-me ao querer seguir as suas palavras,
Querer seguir a educação que teve, e se esta não lhe serve, querer melhorá-la,
Se quer ser mais compassivo, mais empático e simpático, seja,
Faça valer o ser querer, sempre que quiser ser mais otimista,
sempre que quiser olhar o lado bom da vida, olhe,
Sempre que quiser mudar a sua opinião, porque aprendeu com a sua experiência, mude,
Se que ser melhor humorado, ser mais contente e construtivo nas suas palavras, seja,
Faça valer o seu querer quando quiser apoiar a sua opinião, quando quiser rumar contra a maré, quando quiser dizer não ao preconceito,
Quando quiser dizer sim à igualdade de género,
Quando quiser dizer não ao racismo,
Quando quiser dizer “gosto de você,
Diga tudo isso com toda a sua convicção,
Diga porque você pode,
Você pode ser mais assertivo, mais carinhoso, mais recetivo às opiniões do outros,
Claro que você pode, se você quiser fazer valer o seu querer,
Você pode melhorar o seu estado abatido, a sua desesperança e falta de motivação,
Sim pode, se fizer valer o seu querer,
Você, eu e os outros, somos todos “aquele” que pode, quando queremos fazer valer o nosso querer,
Queira aquilo que você quer e faça por isso.
Para adquirir o livro, Como Mudar a Sua Vida para Melhor, clique na imagem em baixo:
livromudar
Todos ensinamentos anteriores estão descritos de forma aprofundada no meu livro: “Como Mudar a Sua Vida para Melhor.” Acredito que cada um de nós tem capacidade para planejar e organizar antecipadamente um conjunto de possíveis ações para posteriormente decidirmos se nos servem ou não. Após a leitura deste livro, que não é mais do que uma aprendizagem profunda à tomada de decisões e ao controle emocional inerente a essas ações, você poderá constatar de que todos nós, enquanto seres humanos, temos em nós a capacidade de mudar e ser aquilo que bem desejarmos.
Vivemos num mundo de possibilidades infinitas, onde a aprendizagem está ao nosso alcance, e onde a mudança depende exclusivamente de nós. Sair da zona de conforto, saber tomar decisões, ou simplesmente não ter medo de correr atrás daquilo que se deseja, são apenas alguns dos ingredientes que você vai encontrar ao longo desta magnífica obra, a qual poderá realmente ajudá-lo a mudar a sua vida para melhor.
http://www.escolapsicologia.com/voce-quer-dar-um-empurrao-na-sua-vida/