terça-feira, janeiro 27, 2009

"Receita" da Felicidade Saudável

Dr. Marco Aurélio Dias da Silva - (Cardiologista)
1- Conquista da independência, aceitação e confiança em si mesmo.Quanto mais conseguirmos aproximar o eu real do eu idealizadopor nós mesmos,mais próximos estaremos da paz interior (amor a si mesmo) e, por conseguinte, da felicidade e da saúde.

O gostar de nós como somos e o reconhecimento de nossas limitaçõestrazem consigo vários e úteis subprodutos. Quer dizer, quanto mais nosaproximarmos da aceitação plena de nós mesmos,
seremos mais fortes emocionalmente,menos invejosos e menos vaidosos seremos.

Outro ponto importante e também vinculado à inveja e à vaidade éa importância que, durante a vida, atribuímos ao poder, ao dinheiro e ao consumo.

Para parar de sofrer, reza o budismo, teríamos de parar de desejar.O prazer saudável e benéfico à pessoa não depende do acúmulo de bens ou da disponibilidade econômica,depende apenas do interior da pessoa e da visãoque tem da vida e do mundo.


2- Controle adequado das reações emocionais.Conseguir obter prazer tanto ao dar quanto ao receber, eis um grande sinal de amor próprio e de maturidade emocional.


3- Outro fator importante é libertar-se da opinião dos outroscomo referencial de nosso próprio valor.

4- Abertura nas relações com outras pessoas.É salutar e benéfico o alto grau de honestidade que se deve cultivar nas relações pessoais.A pessoa não finge ser o que não é. Seu comportamento tende a guardar coerência e previsibilidade:não age diferentemente do que pensa,não pensa diferentemente do que fala,expressa de forma tão livre e espontânea o que pensa e sente.


5- Vivenciar as próprias emoções. Sejam elas boas ou ruins.É viver com coragem de ser, e portanto, mergulhar de cheio na corrente da vida.Como conseqüência desse mergulho no viver, as pessoas que atingemtal grau de maturidade e plenitude trazem em si uma extraordináriacapacidade de extrair prazer das coisas simples da vida.Amam o viver, e isto lhes basta.


6- Amor à natureza.Embutido no amor pela vida, o ser humano saudável amaa natureza e as suas manifestações. Tem especial capacidade de se encantarcom fenômenos corriqueiros do dia-a-dia, como o alvorecer e o pôr-do-sol,o nascer da lua cheia, a imensidade do oceano, o vaivém incessante dasondas do mar, a vida dos animais, o desabrochar de uma flor...É lindo o grande respeito que o ser humano saudável, maduro e feliz tem pela vida!


7- Respeito às crianças.Saber relacionar-se bem com crianças, é altamente enriquecedor para o adulto e mais benéfico ainda para a criança. É possível extrair um genuínoprazer desse convívio. Ao conviver com crianças aprendemos a amá-lasde forma imensa e incondicional, ao mesmo tempo em que as respeitamoscomo seres humanos que são, as estimulamos ao crescimento e autoconfiança.


8- A importância dos sonhos.Na faixa feliz e saudável se situariam as pessoascom uma rica vida mental, idealistas e sonhadoras,mas que sonham sem perder o vínculo com a realidade.Como disse Kipling "Sonham sem fazer dos sonhos seus senhores".Esta capacidade de sonhar tem muito a ver com o otimismo.As pessoas verdadeiramente otimistas são possuídas de umsentimento de gratidão e gosto pela vida que lhes permitetranqüilidade frente ao futuro;não têm a certeza de que resolverão as dificuldades,mas sim a convicção de que se portarão bem diante delas.


9- Tranqüilidade de consciência.Aqui adicionamos um princípio de fé, a qual é importantíssima para o equilíbrio individual.


10- Há, por fim, um último aspecto que gostaria de comentarnesta "receita" da felicidade saudável:não levar a vida demasiadamente a sério.
Na vida, o que importa é o amor e o bem querer das pessoas,o viver as emoções, atrelado a elas e entre si a saúde e a felicidade. Com a tranqüilidade da consciência.O resto é o resto, creiam nisso.Não vale a pena sofrer por nada mais além disso.É preciso tentar viver bem, com humor e somente se deixar atingir pelo que de fato importa.Problemas, sempre todos os teremos.O que é preciso é não nos deixarmos abater por eles .Tudo passa e acaba por se arranjar, independentementede nos preocuparmos.